Translate

sábado, novembro 10, 2018

Assessora de Sergio Moro revela a farsa da Lava Jato e o passo a passo para prender Lula e eleger Bolsonaro



Para quem não quer enxergar, ou não entende, todo este ‘mecanismo’ em que o juiz de Curitiba está inserido e que elegeu Bolsonaro, recomendamos esta entrevista de uma ex-assessora de Moro publicada no The Intercept onde ela fala sobre a Operação Lava Jato: “A imprensa comprava tudo.” 

Saiu tudo como planejado. O Golpe 2016 foi dado, Lula foi preso em um processo forjado em nível internacional (garantindo que a esquerda não recuperasse o poder) e, por fim, a mesma cúpula direitista que aplicou este processo se manterá na ‘direção’ via seu mascote Bolsonaro, quem só serviu para isso mesmo. LEIA, ABAIXO, A TRANSCRIÇÃO DA EXCELENTE MATÉRIA do THEINTERCEPT:
Christianne Machiavelli costuma chamar cada repórter pelo nome, e não são poucos os que ela conheceu durante os seis anos em que trabalhou encastelada no vigiado e protegido prédio da Justiça Federal de Curitiba, de onde saem os despachos de busca, apreensão e prisão assinados pelo juiz Sérgio Moro.
Chris, como é conhecida, trabalhava sozinha no departamento de comunicação da Lava Jato até agosto, quando pediu demissão para abrir uma assessoria de imprensa voltada a clientes da área jurídica. Ela diz que identificou um filão de mercado no setor, e garante que não é beneficiada por ter trabalhado com Moro. “Ele é amado por uns e odiado por outros. Eu tenho que lidar com o ônus e o bônus disso.”
Ela não tinha ideia do volume de trabalho que teria pela frente quando passou no processo seletivo em 2012. Acostumada com a rotina tranquila de seu trabalho anterior, na comunicação da Igreja Metodista de Curitiba, ela passou a responder a dezenas de jornalistas todos os dias, das primeiras horas da manhã até a madrugada. Teve crises de estresse, começou a tomar remédios controlados, engordou 30 quilos.
O trabalho de Chris era a ponta de uma estratégia costurada acima dela. A imprensa foi responsável pelo sucesso da Lava Jato. E isso não foi por acaso: Moro se inspirou na operação Mãos Limpas – que prendeu centenas de pessoas e mudou o cenário político da Itália – ao definir que, sem a imprensa, a operação morreria nos primeiros meses, como tantas outras antes dela.
“Os responsáveis pela operação Mani Pulite [mãos limpas, em italiano] fizeram largo uso da imprensa. Com efeito: para o desgosto dos líderes do PSI [um dos partidos investigados, que acabou extinto], que, por certo, nunca pararam de manipular a imprensa, a investigação da ‘mani pulite’ vazava como uma peneira”, escreveu Moro em um artigo de 2004, dez anos antes de dar início a operação que o tornou conhecido nacionalmente. Ele fez um copia/cola das estratégias do procurador italiano Antonio Di Pietro.
“Tão logo alguém era preso, detalhes de sua confissão eram veiculados no L’Expresso, no La Republica e em outros jornais e revistas simpatizantes. Apesar de não existir nenhuma sugestão de que algum dos procuradores mais envolvidos com a investigação teria deliberadamente alimentado a imprensa com informações, os vazamentos serviram a um propósito útil. O constante fluxo de revelações manteve o interesse do público elevado e os líderes partidários na defensiva”, continuou o juiz, já dando pistas de como achava que uma operação desse tipo deveria ser tratada.
Desde o início, os órgãos da Lava Jato (Ministério Público Federal, Polícia Federal e Justiça Federal) mantiveram vivo o interesse da imprensa, alimentando os veículos sobre qualquer movimento da operação. O Brasil assistiu extasiado ao desenrolar de cada nova fase como se fosse uma novela. “E hoje, quem será preso? Quem será delatado?”.
Foi para entender os bastidores desse processo que conversei com Christianne Machiavelli, por telefone, no começo de setembro. Ela tinha esvaziado suas gavetas na Justiça Federal poucos dias antes, em 30 de agosto. Levou consigo banais livros, canecas, documentos e outros objetos pessoais. Em especial, três dicionários que ganhou de presente do pai, que carrega consigo em todos os empregos, seus amuletos.
Por quatro anos, ela foi o único preposto entre os jornalistas e Moro – a quem ela chama de SFM, sigla para Sérgio Fernando Moro. Se tornou amiga pessoal de alguns repórteres. Os mais próximos ainda a convidam para os churrascos de confraternização de fim de ano onde todos os setoristas da cobertura se encontram – vários veículos de imprensa mantêm equipes permanentes em Curitiba só para atender à Lava Jato.
O trabalho, diz ela, a fez repensar a forma como as pessoas investigadas pela Lava Jato foram tratadas pela operação e, em especial, pela imprensa. Para ela, houve exageros. “Era tanto escândalo, um atrás do outro, que as pessoas não pensavam direito. As coisas eram simplesmente publicadas”.
Leia a seguir os principais trechos da conversa, editada para ficar mais clara, e alguns parágrafos de contexto.

Você atuou no centro nervoso da Lava Jato desde o início, em 2014. Como vê a evolução da operação nestes anos?
A gente não tinha noção do que ia ser. No começo, a operação era contra doleiros que operavam no câmbio negro, e então apareceu o [ex-diretor da Petrobras] Paulo Roberto Costa, por causa de um presente que recebeu. Só fui entender o que era a Lava Jato na 7ª fase, em novembro de 2014, depois da delação do Júlio [Camargo] e do Augusto [Ribeiro, executivos da Toyo Setal]. Nesse momento é que apareceu a grande história: que existia um clube das empreiteiras, com as regras do jogo. Foi a partir daí que a imprensa comprou a Lava Jato.
A Lava Jato manteve o interesse da mídia por anos. Era uma estratégia pensada?
Não acho que houve estratégia, pelo menos por parte da Justiça Federal. Mas a responsabilidade da imprensa é tão importante quanto a da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça. Talvez tenha faltado crítica da imprensa. Era tudo divulgado do jeito como era citado pelos órgãos da operação. A imprensa comprava tudo. Não digo que o trabalho não foi correto, ela se serviu do que tinha de informação. Mas as críticas à operação só vieram de modo contundente nos últimos dois anos. Antes praticamente não existia. Algumas vezes, integrantes da PF e do MPF se sentiam até melindrados porque foram criticados pela imprensa.
Pode citar exemplos?
O Maurício Moscardi Grillo [delegado da Lava Jato em Curitiba] quando deu entrevista para a Veja dizendo que perderam o timing para prender o Lula foi muito criticado, e a polícia ficou melindrada. Mesma coisa quando o Carlos Fernando Santos Lima falou que o MPF lançou “um grande 171″ para conseguir delações. O powerpoint do Deltan Dallagnol sobre o Lula. Eles ficaram muito chateados quando a imprensa não concordou com eles. Todo mundo fica magoado, mas não se dá conta daquilo que fala. Não posso dizer que ele [Sérgio Moro] não ficasse melindrado, mas uma única vez respondemos a um veículo. Foi um caso do Rodrigo Tacla Duran, num domingo de manhã. Ele me chamou para a gente responder à notícia que dizia que Carlos Zucolotto, amigo, padrinho de casamento e ex-sócio da esposa de Moro, fazia negociações paralelas sobre acordos com a força-tarefa da Lava Jato . Nesse caso ele se sentiu ofendido, mais pelo processo do que pessoalmente.
A primeira faseda Lava Jato foi no dia 17 de março. Na época, ainda não havia nada sobre Lula, Aécio, Renan, Jucá, Odebrecht, Camargo Corrêa ou qualquer outro político e empresa que seriam notícia nos anos seguintes.
A imprensa noticiou, sem destaque, que a Polícia Federal havia deflagrado uma operação contra lavagem de dinheiro, cujo montante chegava a R$ 10 bilhões. O doleiro paranaense Alberto Youssef foi preso.
Youssef foi um dos principais doleiros do Banestado, considerado o maior caso de corrupção na década de 90, e o primeiro a fechar uma delação premiada no país. O escândalo reuniu os principais nomes da Lava Jato: Sérgio Moro e o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima.
Os casos citados podem ter incomodado a cúpula dos agentes da Lava Jato, mas tiveram pouca repercussão na imprensa em geral. O papel de crítica ficou restrito a blogs e veículos mais identificados à esquerda – muitas vezes distorcendo fatos e apelando para fake news.


Para você, por que a imprensa ‘comprou’ a Lava Jato sem questionar?
Era tanto escândalo, um atrás do outro, que as pessoas não pensavam direito, as coisas eram simplesmente publicadas. O caso da cunhada do [ex-tesoureiro do PT, João] Vaccari foi bem significativo. Os jornalistas foram na onda do MPF e da PF. Todo mundo divulgou a prisão, mas ela foi confundida com outra pessoa. Foi um erro da polícia. Quando perceberam o erro, Inês já era morta. O estrago já tinha sido feito. Acho que a gente vem de uma fase que remonta à ditadura, em que a imprensa foi violentamente cerceada. Na Lava Jato a imprensa tinha muita informação nas mãos, dos processos, e entendeu que era o momento de se impor.
Qual a responsabilidade da imprensa?
Vou dar um exemplo. O áudio do Lula e da Dilma é delicado, polêmico, mas e o editor do jornal, telejornal, também não teve responsabilidade quando divulgou? Saíram áudios que não tinham nada a ver com o processo, conversas de casal, entre pais e filhos, e que estavam na interceptação. A gente erra a mão em nome de um suposto bem maior.
Cada dia de operação da Lava Jato seguia os mesmos rituais.
O celular dos jornalistas começava a apitar antes das 7h da manhã com um texto da PF. Por volta das 10h, os policiais faziam uma coletiva de imprensa junto com membros do MPF. Em seguida, o MPF divulgava o seu release, já com os dados da denúncia. Por fim, a Justiça Federal informava o número da ação judicial, junto com a chave para o acesso.
Com essa ferramenta, os jornalistas tinham acesso a tudo relacionado à operação: das investigações iniciais até os pedidos de prisão. Nos próximos dias, podiam acompanhar o andamento em tempo real.
Quem estava acostumado a cobrir operações deste tipo, como eu, sentiu que havia algo de diferente na Lava Jato.
Geralmente, operações de combate à corrupção — principalmente as que envolvem poderosos — costumam ser difíceis de acompanhar. É preciso ter boas fontes, gastar sola de sapato e batalhar para conseguir qualquer informação.
Na Lava Jato, tudo ficou muito fácil. Havia uma profusão de documentos disponíveis. Os agentes responsáveis eram acessíveis. Todo dia havia algo novo.
Em um país marcado pela falta de transparência, os gestos eram tidos como exemplares – e não estou dizendo que não sejam.
Mas o fato é que as facilidades fizeram com que a imprensa “comprasse” a Lava Jato quase que imediatamente. Denúncias do Ministério Público eram publicadas em reportagens quase na íntegra, assim como os inquéritos da PF e as decisões de Moro.
Foram poucos os jornalistas que se valeram daquele mundaréu de elementos para fazer o papel que cabe à imprensa: o de usar os dados para construir investigações mais aprofundadas.
A divulgação dos áudios de Lula e Dilma gerou uma onda de insatisfação que levou milhares às ruas. O processo de impeachment da presidente se intensificou no Congresso. A ação de Moro foi questionada: ele não tinha competência e nem poderia ter acesso aos grampos.

Eu acho que bandido bom é o bandido que pode ser recuperado, apesar de tudo. A lei deve ser aplicada sempre. A questão aí é o peso da mão, da caneta, da maneira que o réu é tratado, o preso é tratado.

Você já disse que a Lava Jato mudou a visão sobre o direito. Antes era legalista, que olha apenas o cumprimento da lei. Agora é garantista, em que a lei deve ser cumprida preservando direitos. Por quê?
Como jornalista, minha base era na cobertura policial. Os repórteres que acompanham a polícia querem a imagem do preso, a história dele. Quanto mais sensacionalista, mais cliques, mais as pessoas vão ler. Mas, depois da Lava Jato, eu entendi o quanto a privacidade e intimidade do criminoso são necessárias. Lembro quando o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral apareceu com algemas nos pés e nas mãos e a imprensa abusou da imagem. Eu passei a olhar pro réu de uma maneira mais humanitária. Também acho que a lei de execução penal tem que ser aplicada, deve ser a base para garantir o direito dele de ser humano. Eu acho que bandido bom é o bandido que pode ser recuperado, apesar de tudo. A lei deve ser aplicada sempre. A questão aí é o peso da mão, da caneta, da maneira que o réu é tratado, o preso é tratado.
Isso envolve o hábito de levar os presos da operação para Curitiba e o circo midiático que se forma em torno disso?
Durante o período ostensivo das fases da Lava Jato, todos ficaram presos em Curitiba, com raras exceções, como Sérgio Cabral. Se criou essa cultura de trazer todos os presos pra cá, porque o juiz entende que o caso se desenrolou em Curitiba. Mas, no momento de uma execução penal, é a lei que vale, e ela diz que o preso tem direito a cumprir pena perto de seu domicílio, para a família poder visitá-lo. O José Dirceu, por exemplo, por um bom tempo não recebeu visita da família. Ele estava com os bens bloqueados e família não tinha condições. Os empreiteiros, por outro lado, as famílias vinham sempre.
O ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB) é conduzido ao IML de Curitiba (PR) antes de ser transferido a prisão.
Em geral, os presos ficam detidos no local onde moram. A Lava Jato é um dos poucos casos em que o juiz demanda que eles sejam deslocados para o local de onde saem as decisões. Estar em Curitiba facilita a negociação de delação premiada e a ida a audiências presenciais. Mas, ainda assim, não seria necessário manter o preso na cidade o tempo todo.
Essa exigência de Moro criou uma espécie de “rota das imagens”. Os cinegrafistas e fotógrafos começam a registrar a prisão na cidade de origem, mostram o embarque no avião, a chegada em Curitiba, o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal e, finalmente, as visitas dos parentes.
Essa marcação faz com que qualquer pessoa saiba, por exemplo, que Eduardo Cunha jantou arroz, feijão e frango em sua primeira noite na prisão. Em que situação isso seria relevante?

Você questionava Moro sobre decisões controversas, como a de levar os presos para Curitiba?
O trabalho da assessoria não era de questioná-lo sobre suas decisões, mas dar publicidade aos seus atos.
Você acha que a Lava Jato influenciou as eleições deste ano? Por exemplo, o Moro ter levantado o sigilo da delação do Palocci na semana passada.
Só posso dizer que essa eleição é a mais atípica que vivi desde que tirei meu título. Quanto a colaboração do Palocci, entendo que quase a totalidade do termo divulgado já era de conhecimento público. Ele apenas deu nome aos bois, fato que também já teria sido mencionado pelo Paulo Roberto Costa e, se não me engano, por Youssef também. Portanto, não sei se influenciou. O que influenciou no resultado dessas eleições foram as notícias falsas, o ódio, o medo.
Além do Palocci, Moro adiou depoimento do Lula por causa do período eleitoral e o MPF pediu mais uma condenação a ele, dias antes da eleição. Acha que tem algo a ver?
Sim. Pelo que me lembre, o adiamento do depoimento do Lula ocorreu há alguns meses e o magistrado justificou em despacho. Sobre o pedido do MPF, não vejo relação também, pois estava no prazo das alegações finais. Destaco que o prazo para as alegações finais foi determinado há pouco tempo, pois ficou parado por meses a fio devido a quantidade de perícias peticionadas pela defesa de Lula e o MPF ao juízo. Caso nada disso tivesse acontecido, o processo já poderia ter sido sentenciado e, inclusive, com autos conclusos para um possível julgamento de apelação no 2° grau. Ou seja, a juntada das alegações finais por parte do MPF é apenas coincidência decorrente de uma tramitação processual lenta.
Mesmo estando dentro dos prazos, é inegável que esses fatos podem favorecer ou prejudicar candidatos. Não seria possível esperar passar o pleito para fazê-los? Isso não pode colocar em risco a legitimidade da Lava jato?
A celeridade processual é uma premissa do Judiciário e inclusive exigência do CNJ. Não é possível que o Judiciário pare em detrimento de um processo eleitoral. A celeridade processual é em prol do réu e não do magistrado. Pense: se o MPF tivesse se manifestado em favor do réu, então a celeridade processual seria boa? Mas como a manifestação é condenatória, a celeridade é ruim? Não há dois pesos e duas medidas. Há prazo que precisa ser cumprido.
O celular dos jornalistas começava a apitar antes das 7h da manhã com um texto da PF. Por volta das 10h, os policiais faziam uma coletiva de imprensa junto com membros do MPF. Em seguida, o MPF divulgava o seu release, já com os dados da denúncia.
O JUIZ E os procuradores sempre dizem que agem de modo isento. Mas é difícil negar que a Lava Jato foi, no mínimo, associada a um forte antipetismo.
Dias antes das eleições, Moro levantou o sigilo sobre a delação do ex-ministro de Lula, Antonio Palocci, e o MPF pediu a condenação do petista no processo sobre o terreno onde seria construído o Instituto Lula. Na semana desses acontecimentos, o presidenciável Jair Bolsonaro cresceu nas pesquisas de opinião frente ao candidato do PT, Fernando Haddad. Bolsonaro passou de 28% de intenções de voto em 28 de setembro para 39% em 4 de outubro, de acordo com o Datafolha.
O mesmo Moro havia decidido, semanas antes, adiar um depoimento de Lula alegando que poderia influenciar o período eleitoral.
Há até pouco tempo, Moro era avesso à imprensa. Aos poucos, foi se soltando. Em entrevista ao Roda Viva em março, ele até defendeu o auxílio-moradia – que recebe, mesmo tendo apartamento de meio milhão de reais em Curitiba. O juiz tampouco se sente constrangido ao aparecer em fotos ao lado de Aécio Neves e João Doria, ambos do PSDB.
Moro tampouco negou que Alvaro Dias, que concorreu pela presidência pelo Podemos, usasse o seu nome durante a campanha. Paranaense e ex-tucano, Dias usou quase todo o tempo que teve em debates para enaltecer a Lava Jato. Ainda assim, foi massacrado nas urnas.
Até o “japonês da Federal”, Newton Ishii, que ficou famoso por escoltar os presos da operação, se filiou ao Patriota, um partido abertamente antipetista, quando se aposentou da PF. Ele é o presidente da legenda no Paraná, que em nível nacional lançou Cabo Daciolo à presidência.)

Qual o seu maior acerto e o maior erro nesse período?
Meu maior acerto foi sistematizar e compilar todas as informações da Lava Jato em uma planilha, que servia para a imprensa acompanhar. E cumprir os deadlines dos jornalistas. Para mim foi sofrido. Eu engordei 30 quilos. Tomava remédio controlado para depressão e ansiedade. Cheguei a picotar um chip de celular porque as pessoas me ligavam até meia noite todos os dias. Eu trabalhava fim de semana, feriado… Agora chego em casa e vou fazer comida, ver série.
E agora, o que vai fazer?
Vou abrir uma empresa de gestão de crise, estou vendo nome, contador. Lidar com crise foi algo que aprendi na prática.

Como usar as novas tecnologias nas salas de aula


segunda-feira, novembro 05, 2018

GABARITO DE SOCIOLOGIA DO CE MURILO BRAGA PRIMEIRO ANO

Gabarito:
1-E 2-C 3-D 4-E 5-C 6-D 7-E 8-- 9-C 10--
11-A 12-A 13-- 14-D 15-A 16-E 17-- 18-B 19-E 20-D
21-E 22-C 23-E 24-- 25-A 26-C 27-A 28-B 29-D 30-D
31-D 32-D 33-B 34-- 35-C 36-D 37-D 38-C 39-D 40-C
41-- 42-D 43-A 44-- 45-- 46-E 47-B 48-C 49-B 50-C
51-C

domingo, novembro 04, 2018

BLOQUEOU PESSOAS, ODIOU FICOU NERVOSO, AGORA É HORA DE RECONECTAR-SE

*Samuel Maia

As eleições terminaram e você chegou fadigado(a) ao fim.
Quantas pessoas você conhecia, algumas até lhe passavam a imagem de gentis e fofas, mas, se mostraram na essência, como aquelas que estavam a espreita de aparecer e de tocaia eliminar alguém para elas indesejáveis?

Sim, Eu também vivi estas decepções, porém, quem chega a 2018, passando por Ditadura Militar, Sarney, Collor, FHC. Dilma e plêiades de governadores de Estado do Rio de Janeiro, desde a derrocada de Brizola, já desenvolveu a carcaça impermeável para estes dissabores. Morando então, em cidade rica de PIB e IDH africano, com políticos conservadores,  permanente estado obtuso e eleitorado conservador, como é minha amada Duque de Caxias/RJ, sobrevive a qualquer intempere.



Respeite o Luto

Independentemente do candidato em quem votou, é muito possível que nesta eleição você tenha perdido "amigos" (aspas porque, sejamos sinceros, nem todos tinham realmente esse status). Se aconteceu, foi porque ao menos uma das partes  considerou inaceitável o posicionamento da outra. Se preciso for, viva o luto dessas perdas. E talvez isso que esteja sentindo precise piorar ainda mais para só depois melhorar.

Os sentimentos são válidos

As pessoas votaram no Bolsonaro por diversos motivos. Muitos sentiram que estavam sendo marginalizados, ignorados, substituídos, que seu poder estava em queda. E eles culparam, porque assim lhes disseram, os gays, "comunistas/esquerdistas" e os "petistas",

Não invalide os sentimentos questões políticas, culturais e sociais. destas pessoas, tente novamente se reconectar com os corações e mentes delas.

Você e sua linha de pensamento não está sozinha no mundo

Na bolha que a sua rede criou ,só pessoas razoáveis, combinam com você, é de fato mais confortável. Por isso, fica fácil estreitar as relações deste lado, enquanto você diminui e desumaniza o outro, certo? Se for assim, você está a diminuir e desumaniza o outro, certo? Se for assim, você está (ok, nós estamos) fazendo isso errado.

Escolhendo um lado, também fica fácil reforçar estereótipos: Mitos e as piores impressões sobre os outros fazem sentido porque você não conhece realmente aquelas pessoas para confirmar se aquilo é verdade.

Vivi isto ao ser gestor em governo de conservador, um colega secretário, já amigo e parceiro de enfrentamento a alguns interesses nada republicanos me confidenciou "Samuel, quando você foi anunciado como Secretário de Meio Ambiente, pensei que seria um falador de microfone e ruim de trabalho, hoje, reconheço, você desfez minha ideia e já é o melhor de todos os tempos, ninguém trabalhou tanto e fez tanto, cara você acabou com um preconceito que Eu tinha.". 
Recentemente um deputado evangélico e conservador também me confidenciou " Samuel, Eu sempre falo para a minha turma : Olhe o Samuel Maia, Ele é casado, trabalhador e tem visão de vanguarda, nada a ver isto de juntar toda a esquerda no mesmo saco!".

O Prefeito de quem fui Secretário, deu a maior prova de tolerância entre campos políticos diferentes, quando fui candidato à prefeito em 2016, concorrendo contra o projeto conservador da cidade, e Ele um dos meus adversários em debate na Paróquia Católica do Pilar disse aos presentes: "Samuel Maia é candidato por partido de esquerda, foi meu Secretário e sempre foi coerente, honrado e trabalhador, voltasse Eu ser Prefeito, Ele voltaria a ser Secretário!". Porque Ele falou isto? Porque nunca fui além das minhas atribuições, nunca tornei ideológico o que era ser prático e sempre tive a convicção de que a prática é o critério da verdade.

Temos que nos reconectar com as pessoas, ou se preferirem com as "Bases", tratar bem desde hoje, aquele(a) velho(a) amigo(a) que um dia ousou pensar diferentemente de nós, e simplesmente os deletamos, excluímos e não os trouxemos para o nosso convívio. Discordâncias pontuais, não precisam ser existenciais e eternas, o mundo é redondo e dá voltas.

Ouvir é mais que escutar

Indignar-se é natural e bom, mostra sensibilidade frente as injustiças e preconceitos, odiar faz mal à saúde, ouça as pessoas, busque as informações aprofundadas e lhes ajude a crescer com você, saia da armadilha dos memes e frases prontas, cobre o que for da vida real das pessoas: salario, educação, emprego, paz social, saúde, oportunidades.... O governo eleito tem que dar respostas a estas demandas, não o dando, será também criticado pelos seus próprios eleitores, não entre em polêmicas desnecessárias, as pessoas comem arroz, feijão, carne e querem ter outros bens que lhe são apresentados, não comem comunismo, esquerdopatia, direita, liberal.... Assim, traga para a racionalidade e faça a aproximação com as pessoas, a maioria quer é atenção.

sexta-feira, novembro 02, 2018

Reale Jr. Autor do pedido de Impeachment de Dilma Faz Críticas a Sérgio Moro

O jurista Miguel Reale Jr., durante o processo de impeachment de Dilma, em 2016
O jurista Miguel Reale Jr., durante o processo de impeachment de Dilma, em 2016... 

O jurista Miguel Reale Jr. afirmou nesta quinta-feira (1º) que a escolha de Sergio Moro como futuro ministro da Justiça pode contribuir para o "trabalho efetivo de combate à corrupção" no Brasil, mas que a competência do Ministério da Justiça "não se limita a essa luta".

"Moro está muito focado no problema da anticorrupção, e nós não sabemos qual é o pensamento dele em relação a uma política criminal de cunho social, especialmente, porque a criminalidade não se combate apenas com repressão e violência", ponderou ao UOL Reale Jr., que foi um dos autores do pedido que resultou no impeachment de Dilma Rousseff (PT) e trabalhou como ministro da Justiça em 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

"Ao mesmo tempo, não sabemos qual é o pensamento de Moro em relação à política penitenciária, que é ponto-chave do Ministério da Justiça.".

Para Reale Jr., professor titular de direito penal da USP (Universidade de São Paulo), uma política de luta contra o crime organizado só deu certo quando houve "grande ênfase em política social". "Essa é a lição internacional.".

O jurista frisou que, na sua passagem pelo Ministério da Justiça (por três meses, em 2002), tinha preparado um projeto de implementação de políticas criminais com foco social em escolas da periferia, por exemplo. "Pela falta disso que as UPPs [Unidades de Política Pacificadora, projeto de segurança] não deram certo no Rio de Janeiro. Atuar só no nível da repressão está fadado ao insucesso.".

Reale Jr. se disse surpreso com o sim de Moro ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), porque uma indicação política "é muito insegura" e imprevisível. "Não se sabe quanto tempo alguém se demora num ministério, porque pode ser demitido de uma hora para a outra. Pode se indispor com o presidente, pode ficar um mês, dois meses ou quatro anos. Sair de um cargo vitalício [como o de um juiz é] para um ministério é sempre arriscado."

O jurista fala da inconstância do posto com conhecimento pessoal de causa: sua experiência como ministro da Justiça durou apenas três meses. Desentendeu-se com FHC sobre a proposta de intervenção federal no Espírito Santo, que que defendia, e deixou o governo.

"Eu era a favor da intervenção para a proteção dos direitos humanos. Por causa dos juízes, promotores, delegados e advogados que estavam sendo mortos pelo crime organizado do estado.".


quinta-feira, novembro 01, 2018

Mesmo derrotado, Haddad venceu na maioria das cidades do país

No segundo turno das eleições presidenciais deste ano, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) venceu em 2.760 cidades no país. O número, no entanto, foi menor que o do segundo colocado, o candidato Fernando Haddad (PT), que venceu em em 2.810 municípios.
Segundo colocado, candidato do PT venceu em 2.810 municípios do Brasil
Eleição demonstrou a força do PT

Proporcionalmente, a cidade que mais votou no capitão da reserva foi Nova Pádua (RS), onde Bolsonaro venceu com 92,96% dos votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já Haddad teve sua votação mais expressiva em Guaribas (PI) onde registrou 97,99% dos votos válidos. O petista venceu em todos os estados do Nordeste – no Piauí, teve seu melhor desempenho, com mais de 1,4 milhão de votos, 77,05% dos votos válidos. Já Bolsonaro foi 1º colocado em toda a região Sul e também no Sudeste e Centro-Oeste.

A cidade de Guaribas, que ficou conhecida por ter sido 'projeto-piloto' de implementação do programa Fome Zero, do governo do ex-presidente Lula (PT) em 2003, também deu votação expressiva a Haddad no primeiro turno. Foram 2.785 votos , ou 93,24% dos sufrágios. Na cidade, Bolsonaro teve 58 votos no primeiro turno e 59 no segundo..

Em termos numéricos, no entanto, ambos tiveram suas melhores votações na mesma cidade. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, Jair Bolsonaro teve pouco mais de 3,6 milhões de votos, e Haddad computou 2,42 milhões também na capital paulista.

Últimas eleições 

No segundo turno de 2014, que confirmou a reeleição da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o Partido dos Trabalhadores havia vencido em 3.527 municípios. Seu rival, o candidato Aécio Neves (PSDB), conquistou maioria em 2.043 cidades do país. Em uma comparação com a eleição de 2018, o PT teve uma queda de 20,3% no número de cidades em que obteve a maioria dos votos.

Fonte: UOL e TSE



sábado, outubro 27, 2018

Após declarar voto em Fernando Haddad Joaquim Barbosa desmascara Bolsonaro

Nunca disse nada sobre o candidato do PSL e as afirmações inverídicas  da AP 470 conhecido como Mensalão.

A ação só era contra presidentes de partidos e seus líderes.
O partido de Bolsonaro na ápoca o PP foi a maior organização criminosa apontada pela AP 470. 

Isto demonstra a fábrica de Fake News e imoral fraude já denunciada por parte do candidato do PSL.


GRUPO JOVEM FALANGE CRISTÃ NA DIOCESE DE DUQUE DE CAXIAS E SÃO JOÃO DE MERITI

  O Grupo Jovem Falange Cristã foi um marcante movimento de evangelização de juventudes na região de Du que de Caxias e São João de Meriti,...