Translate

quarta-feira, agosto 15, 2018

EMENTA: DISCIPLINA DE POLÍTICAS PÚBLICAS - PROFESSOR MESTRE SAMUEL MAIA



DISCIPLINA DE POLÍTICAS PÚBLICAS
Professor Mestre Samuel Maia

OBJETIVOS DA DISCIPLINA:

  1. Apresentar as principais abordagens referentes aos processos de formulação e implementação de políticas públicas, sob regimesdemocráticos;
  2. Discutir e avaliar os princípios teóricos subjacentes a estas abordagens, bem como o alcance e os limites de cada umdeles;
  3. Apresentar e discutir os diversos conceitos inerentes à gestão pública no Brasil, e forma, modernização e papel do Estado e outros fundamentas de políticas públicas e sociedade.

EMENTA:

Esta disciplina tem como objetivo a compreensão do desenvolvimento das políticas públicas como ação governamental e como objeto de análise das ciências sociais. Buscar-se-á apresentar os conceitos básicos necessários ao entendimento das políticas públicas nos regimes democráticos, bem como explorar algumas noções de Estado, Governo e cidadania.
Além disso, será abordado o papel do Estado frente às demandas do cidadão e a concepção e implementação de políticas públicas. Será ainda analisada a importância do estudo das políticas publicas pelo administrador público.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

  1. A origem das políticas públicas no Brasil: demanda social/Luta de Classses
Diferenciação entre política e políticas públicas
  1. As políticas públicas e os diferentes Estados: como concepções diversas de Estado promovem diferentes açõesgovernamentais.
  2. Importância do conhecimento e problematização das políticas públicas pelos administradorespúblicos.
  3. Políticaspublicas:
Tipos de políticas públicas
Ciclos de políticas públicas
Instituições no processo de políticas públicas
Introdução ao planejamento e avaliação das políticas públicas
  1. Papel dos três poderes na implementação das políticaspublicas
  2. O Estado frente às demandas dos cidadãos por novas políticaspúblicas.
  3. Políticas públicas do Governo atual.

BIBLIOGRAFIA
Santos, Samuel Maia dos. Xeque-Mate do Peão - A luta dos Petroleiros da Baizada: Editora Autografia - 2018.
Santos, Samuel Maia dos. Unidades de Conservação - Com Um Estudo dedicado à Reserva Biológica Equitativa Equitativa - Editora Esteio - 2014.

Castro, Biancca Scarpeline de. Introdução ao estudo do Estado. Texto para discussão: UFRRJ, 2013.
Castro, Biancca Scarpeline de. Mudanças no papel do Estado. Texto para discussão: UFRRJ, 2013.
FERNANDES, Antônio Sérgio Araújo.Políticas Públicas: Definição, Evolução e o Caso Brasileiro. mimeo. s/d
CALDAS, Ricardo Wahrendorff. Políticas Públicas: conceitos e práticas / supervisão por Brenner Lopes e Jefferson Ney Amaral;– Belo Horizonte: Sebrae/MG, 2008.
SOUZA, Celina. Políticas públicas: uma revisão da literatura.Sociologias, Porto Alegre, n. 16, Dec. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-45222006000200003&lng=en&nrm=iso>. Acessado em: 10 Feb. 2012.
FREY, Klaus. Políticas Públicas: um Debate Conceitual e Reflexões Referentes à Prática da Análise de Políticas Públicas no Brasil.Planejamento e Políticas Públicas, No 21, Jun. de 2000
HÖFLING, Eloisa De Mattos. Estado e Políticas (Públicas) Sociais.Cadernos Cedes,ano XXI, nº 55, novembro/2001.
SECCHI, Leonardo.Políticas Públicas, conceitos, esquemas de análises e casos práticos.São Paulo: Cengage Learning. 2010.
SILVA, Tatiana Dias. Gestão da Transversalidade em Políticas Públicas. XXXV Encontro da ANPAD. Rio de Janeiro, 2011.
SMITH. Andy. Governança de múltiplos níveis: o que é e como pode ser estudada? IN: PETERS, G. B. & PIERRE, J. Administração Pública: Coletânea. São Paulo: Editora UNESP; Brasília: ENAP, 2010.
PROCOPIUCK, Mario. Políticas públicas e fundamentos da administração pública: análise e avaliação, governança e redes de políticas, administração judiciaria. São Paulo: Atlas, 2013.
ARRETCHE, Marta. Federalismo e Políticas Sociais no Brasil: Problemas de Coordenação e Autonomia. In: SARAVIA, Enrique e FERRAREZI, Elisabete. Políticas públicas; coletânea. Brasília: ENAP, 2006
 Amaral, Ana Valeska. Terceiro setor e políticas públicas. Revista do Serviço Público/Fundação Escola Nacional de Administração Pública, v.1, n.1 (nov. 1937) – Ano 54, n.2 (Abr-Jun/2003).
FARAH, Marta Ferreira Santos. Administração pública e políticas públicas. Rev. Adm. Pública, Rio de Janeiro, v. 45, n. 3, jun. 2011. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-76122011000300011&lng=pt&nrm=iso>. Acessado em: 10 fev. 2012.
DANTAS, Ivo. Teoria do Estado Contemporâneo. Rio de Janeiro: Forense, 2008. CAVALCANTI, Bianor S., RUEDIGER, Marco Aurelio & SOBREIRA, Rogerio.
Desenvolvimento e construção nacional: políticas públicas. Rio de Janeiro: Ed. FGV,
2005.

Diniz, E. Globalização, Reformas Econômicas e Elites Empresariais, Rio de Janeiro: FGV, 2004 (2ª edição).
RODRIGUES, Marta M. A., Políticas públicas. São Paulo: Publifolha, 2011.

MONTEIRO, Jorge Viana.Os níveis de análises das políticas Públicas. In: Saravia, Enrique & Ferrarezi, Elisabete (orgs.) Políticas públicas; coletânea. Brasília: ENAP, 2006.

Avaliação da disciplina

Resenhas, Fichamentos de Textos/Livros e Prova dissertativas organizadas a partir da bibliografia do curso.




8 VÍCIOS DO PROFESSOR E DO ENSINO DE HISTÓRIA



Há quem diga que a escola é o espaço mais conservador da sociedade. Talvez haja verdade nisso se lembrarmos de alguns vícios muito disseminados entre os professores que insistem manter determinadas práticas ultrapassadas. 

A lista abaixo foi pensada para o professor de História, mas pode valer para outras disciplinas. 

1 – Querer dar conta de todo ou quase todo conteúdo. 
charge_6
Mesmo sabendo que é impossível, ainda há quem insista em cumprir toda programação do ano letivo, em terminar o livro ou chegar até o último capítulo. A escola cobra, os pais exigem e o professor “se vira nos 30” para conseguir atender a todos e a si mesmo. Em primeiro lugar, quem disse que há um plano de aula de história obrigatório para cada ano? Não existe e isso pode ser bom ou ruim, dependendo da situação. Os livros didáticos costumam servir de guia curricular para a maioria dos professores em aulas de história ou outras disciplinas. Mas é importante lembrar que eles são escritos para contemplar diferentes situações escolares: professores que dispõem de 2, 3 ou 4 aulas de história semanais, escolas que valorizam volume de matéria, alunos de diferentes níveis cognitivos. O professor tem autonomia na condução de sua prática pedagógica. Só ele sabe qual deve ser o ritmo de sua aula de história em consonância com o ritmo dos alunos. Compete ao professor estabelecer qual será o plano de aula de sua turma, em selecionar os cortes, recortes e abordagem dos temas a serem ministrados e em determinar o grau de profundidade que pretende dar à aula de história. Como lembra o historiador Leandro Karnal: “Eu diria que ensinar História é uma atividade submetida a duas transformações permanentes: a do objeto em si e da ação pedagógica. O objeto em si (o “fazer histórico”) é transformado pelas mudanças sociais, pelas novas descobertas arqueológicas, pelo debate metodológico, pelo surgimento de novas documentações e por muitos outros motivos. A ação pedagógica muda porque mudam seus agentes: mudamos professores, mudam os alunos, mudam as convenções de administração escolar e mudam os anseios dos pais.” (Karnal, 2003). .
Infelizmente isso não vale para os professores submetidos ao sistema de ensino apostilado. Estes, reféns de um cronograma e conteúdo pré-determinados, não tem saída: ou seguem o ritmo das apostilas ou estão fora da sala de aula. 

2 – Limitar a História a modos de produção e de opressão 


O materialismo histórico dialético causou uma reviravolta na ciência da História direcionando o olhar dos historiadores para questões econômicas e sociais. A perspectiva marxista da história demoliu os três pilares que sustentavam a história tradicional de corrente positivista: a noção de político/política desvinculada da totalidade do processo histórico; o caráter voluntarista de uma história baseada em alguns poucos agentes históricos individuais, e o discurso histórico-narrativo, cronológico e linear. Segundo a corrente marxista, o desenvolvimento histórico ocorre a partir de um processo conflituoso, impulsionado pela luta de classes num cenário marcado pela contradição entre o desenvolvimento das forças produtivas e as relações sociais de produção. Por essa ótica, o marxismo promoveu a classe trabalhadora, marginalizada do processo histórico, à categoria de sujeito dando-lhes visibilidade na historiografia. Uma vasta bibliografia teórica e/ou referenciada no materialismo histórico foi produzida investigando as lutas sociais no Brasil e tendo por eixo o conceito marxista de modo de produção. Até a década de 1960, chegou a predominar entre os marxistas brasileiros a visão de que teriam existido, em nossa história, todos os modos de produção conhecidos na história europeia: comunismo primitivo, escravismo, feudalismo e capitalismo – tese hoje negada. Hoje, se há consenso entre os marxistas no Brasil sobre a importância do conceito de modo de produção, tudo o mais é polêmico: há múltiplas visões sobre quais modos de produção existiram na história brasileira e até mesmo o significado da expressão “modo de produção”. O debate é intenso na academia e alimentado por pesquisas e vasta bibliografia. Transposto para o ensino básico, limitado a 1 ou 2 aulas de história por semana e com alunos sem conhecimentos teóricos e históricos mínimos, é grande a possibilidade desse debate reduzir-se a um discurso reducionista, e não a um aprendizado transformador como pretende os historiadores marxistas. Sem aprofundamento teórico, a luta de classes e o modo de produção – conceitos essenciais do materialismo histórico – correm o risco de serem entendidos pelo aluno do ensino básico sob uma ótica mecanicista e maniqueísta que reduz a história à eterna luta entre oprimidos/excluídos/explorados X poderosos/ exploradores/senhores, em que os primeiros representam o “bem” e estes o “mal”. Deixa-se de lado a complexidade social, a interferência de outras forças, os jogos de poder intraclasses, os valores e mentalidade da época que caracterizam e diferenciam os processos históricos. A renovação ocorrida na ciência da Historia a partir dos anos 1980, ampliou e diversificou os objetos e abordagens da pesquisa histórica. A produção historiográfica marxista também se renovou articulando, por exemplo, o conceito de classe social ao de cultura. Estas novas concepções de história abriram um rico leque de possibilidades ao professor de História para apresentar ao aluno uma visão mais abrangente das conquistas e dos talentos humanos servindo de ponte entre o patrimônio cultural da humanidade e a cultura do educando. Seja a música de Beethoven, o cinema de Charles Chaplin, a literatura de Lima Barreto, os mitos gregos, as cariátides do Partenon, o charleston dos anos 1920 ou as práticas e saberes populares – são elementos que formaram a base de nossa cultura e não devem ser desprezados. Para muitos alunos, a aula de História é o único espaço para conhecer esse patrimônio material e imaterial. 

3 – Fazer da aula de história uma tribuna ideológica ou um comitê partidário 

Isso foi comum nos anos 1960 e 1970 nas universidades e nas escolas secundárias. Acreditava-se, então, que as convicções políticas bastavam e eram fundamentais para direcionar o ensino de qualquer disciplina. Hoje, apesar dessa postura estar superada, ela ainda seduz muitos professores que usam seu trabalho como instrumento de propaganda ideológica ou de pregação religiosa. Afirmações baseadas apenas em filiações ideológicas são desprezíveis e covardes pois são dirigidas a uma plateia que não tem conhecimento suficiente para refutar ou moderar o discurso do professor. Nessa situação desigual, corre-se o risco da aula de história se tornar um perigoso veículo de distorções políticas, preconceito, racismo e segregação. Cuidar para não transformar o tablado de sala de aula em palanque eleitoral não significa desvestir a História de seu caráter político. O ensino de História tem um papel educativo, formativo, cultural e, também, político uma vez que ele se propõe a formar cidadãos críticos, inseridos nas interações sociais de seu tempo, participantes dos processos políticos e capazes de formular opiniões sobre as questões de sua realidade social. O ensino é, em si, um ato político e não há neutralidade possível. Contudo, é um ato de mão dupla em que interagem alunos e professor. Cabe ao professor uma postura de (re)conhecer o outro, considerar seu contexto familiar, suas relações sociais, seus valores e visão de mundo se pretende fundamentar seu ensino no respeito à pluralidade cultural. 

4- Falar demais e querer explicar tudo . 
charge_10a

Esse vício está atrelado ao primeiro. Todavia, mesmo o professor “não conteudista” acaba contagiado pela síndrome de falar muito e explicar demais. A aula de história é sobre Idade Média, e ele desanda a falar sobre João Sem-Terra, Carlos Magno, plantagenetas e capetíngios. Revolução Francesa é esmiuçada fase por fase e, na prova, pergunta-se: em que fase foi feita a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão? Período Regencial ou República Velha é um desfilar interminável de nomes de governantes e revoltas. Aprender é um processo lento de descobertas e desafios que exige tempo, paciência e… pausas. Não precisa explicar tudo, na mesma aula, no mesmo ano. Deixar espaço para a dúvida, a curiosidade e a reflexão do aluno é uma estratégia sábia. Narrar um processo histórico mas não finalizá-lo deixando para os alunos pesquisarem o “final da história”, pode ser bem interessante e mais produtivo. Fazer da aula de história expositiva uma aula dialogada (veja artigo aqui) ou destinar uma aula para o debate ou à apresentação dos alunos também ajudam a minimizar o velho vício de falar muito e explicar demais. O vício de querer explicar tudo é tão arraigado no professor que o conteúdo de história do Ensino Fundamental se repete no Ensino Médio, que se repete no Cursinho pré-vestibular e se repete na Licenciatura. Um moto-contínuo que contribui para a ideia de que a História se repete ou é sempre igual, como se constata no senso comum. 

5 – Falar em “historiês” durante as aulas 
Vicios_totalitarismo

Um exemplo de conceito mal empregado e mal compreendido. Matéria publicada no portal Ig, por ocasião das manifestações populares, abril de 2015. História é uma disciplina subjetiva, por natureza. É uma construção intelectual, está carregada de conceitos e lida com o tempo vivido e distante do aluno. Isso já seria razão para torna-la a mais difícil das disciplinas escolares. O quadro fica ainda pior com o professor que só sabe falar em “historiês”, isto é, a linguagem acadêmica carregada de conceitos e chavões. Decifrar o professor é uma tarefa tão difícil para o aluno que só lhe resta uma alternativa: decorar o que o professor falou e reproduzir na prova. Encontrar a linguagem adequada é o grande desafio do professor de História. Usar uma linguagem acessível ao aluno, que seja clara e precisa e não caia na banalização e nem no uso de gírias. Ficar atento para perceber “a tradução” que o aluno faz do que é dito em sala de aula. Como o aluno do 6º ano entende “monarquia” ou “escravidão” na aula de Egito ou Roma Antiga? Que tradução mental ele faz de “escravo” na aula de história sobre Atenas no século V a.C.? E na aula de Brasil Colonial? Essas decodificações correspondem ao conceito que estou dando?, são reflexões importante que o professor de História deve fazer. Conceitos são fundamentais no plano de aula de História e requerem tempo de aprendizado para a compreensão de sua historicidade. Cidadania na Grécia Antiga não pode ser entendida como a mesma da modernidade. Não existe uma democracia, mas “democracias”: na Grécia, no século XIX, na atualidade etc. Isso vale para todos os conceitos usados em sala de aula. Linguagem correta e adequada, comunicação clara e eficiente, é um dos pontos que diferenciam o historiador do professor de história e que garantem o sucesso ou o fracasso da aprendizagem de História. 

6 – Apostar nos recursos audiovisuais como imprescindíveis no ensino . 
charge_7a

Filmes, documentários, Power Points e animações ajudam no aprendizado mas é preciso critério e cuidado na escolha. Na Internet há muito material de qualidade discutível e nada confiável. Além disso, um audiovisual é somente um meio de aprendizagem, mas não garante o aprendizado nem o conhecimento de um conteúdo. Não basta passar em uma aula de história um documentário sobre sambaquis e considerar que a Pré-História Brasileira foi dada e compreendida. Aula é coisa séria: tem que ser muito bem preparada pelo professor. A exibição de um audiovisual requer planejamento: saber que elementos serão destacados, como e com que finalidade. Para isso, é interessante apresentar aos alunos algumas questões antes ou depois da projeção. Vale, até mesmo, desafiar a turma a identificar, no vídeo, um elemento qualquer (descobrir onde acontece a ação, por exemplo) inclusive achar um erro, desafio que manterá os alunos atentos a aula de história. Importante é usar a projeção como ferramenta de aprendizagem e não como substituto da explicação do professor. 

7 – Fazer crítica pela crítica, sem base e sem conhecimento 
vicios_paulo-freire-faixa-protesto

Será que eles leram Paulo Freire? Cartaz em manifestação contra o governo, março de 2015. Refletir e criticar um texto é fundamental no ensino de história, mas para isso, é preciso de conteúdo, conhecimento, tanto dos alunos quanto do professor. No ensino Fundamental, isso é prematuro demais dado o pouco conhecimento histórico adquirido. Nessa fase, o aluno está (ou deveria estar) concentrado em ler e compreender o texto. No Ensino Médio, talvez, em alguns casos, o professor pode incentivar uma leitura crítica. Mas, o entendimento do texto sempre precede à sua interpretação. A respeito desse vício, refletem Pinsky e Pinsky : “Antes de entender um texto, uma questão, uma conjuntura, professores e alunos já lançam a crítica! Ela está na ponta da língua, ou seja, precede a compreensão da complexidade do fenômeno histórico. “Tal autor? Está superado”, dizem alunos e professores que nunca se deram ao luxo de lê-los, mas se permitem julgamentos definitivos com base em algo ouvido em um corredor ou lido às pressas em uma página de uma revista semanal de informações. Defendemos, pois a “volta” do conteúdo às salas de aula, da seriedade.” (Pinsky e Pinsky, 2003). O resultado desse vício está na arrogância daqueles que se arvoram em intelectuais, jovens vazios de conteúdo, mas plenos de “achismos”, no uso distorcido e confuso de conceitos – sintomas que se escancararam nas recentes manifestações populares contra e a favor do governo Dilma Rousseff. 

8 – Ter mania da desconstrução 

Boa parte das pesquisas acadêmicas ocupam-se em desconstruir teorias, discursos e relações de poder. A abordagem é fascinante e trouxe um importante avanço na historiografia: compreender as motivações de discursos ou de grupos sociais, analisar os jogos de poder que influenciaram versões de fatos históricos, desvendar as intenções de um personagem histórico e suas opções políticas e outras desconstruções que demandam anos de pesquisa documental e muita reflexão do historiador. Na aula de história, o desconstrutivismo é arriscado mesmo que o professor tenha um profundo conhecimento e domínio das versões. O aluno que está começando a construir seu conhecimento é, de repente, colocado frente a um projeto demolidor da História, muitas vezes anunciado de forma exibicionista: “O quadro O grito do Ipiranga é uma mentira!”. “A instauração da República foi uma fraude!” Desconstruir por descontruir (muitas vezes, para atender a vaidade intelectual do professor) provoca no aluno um sentimento de pessimismo, descrença e ceticismo extremo que o fazem questionar: “Se não foi assim, para quê estudar História se, no final, é tudo mentira?” Novamente, Pinsky e Pinsky apresentam uma lúcida análise a respeito: “Só a desconstrução não basta (além do vazio provocado, deixa um gostinho de insatisfação e niilismo no ar – no limite, supervaloriza o relativismo e tira o poder de ação das mãos dos sujeitos históricos); é preciso que alunos tenham acesso a algum conteúdo histórico e que entendam sua contextualização.” (Pinsky e Pinsky, 2003). Ensinar História é coisa séria. É preciso sensibilidade para conhecer o aluno, suas expectativas e necessidades. Respeitar seu ritmo de aprendizagem, deixá-lo falar e ouvir o que ele não diz. Entender que cada idade tem anseios diferentes e uma psicologia particular que interferem no aprendizado. Uma aula de história de sucesso no 6º ano não terá o mesmo resultado no 9º ano ou no Ensino Médio, e vice-versa. Leva tempo para ensinar e aprender História de forma significativa e rica de conteúdo. Mas é possível e vale a pena.

Fonte KARNAL, Leandro. História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2003. PINSKY, Jaime e PINSKY, Carla Bassanezi. Por uma História prazerosa e consequente. In: KARNAL, Leandro. Op. Cit. BEZERRA, Conceitos básicos. In: KARNAL, Leandro. Op. Cit. BITTENCOURT, Circe Maria F. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004. SILVA, Marco. História, que ensino é este? Campinas, SP: Papirus, 2013

Conteúdo produzido pela Professora Mestre Joelza Ester Domingues
Charge de JosuéDom.


Obrigado por compartilhar. Lembre-se de citar a fonte: https://www.samuelmaia.blogspot.com- Blog:  Samuel Maia

domingo, junho 10, 2018

Roma e Grécia Antiga


Roma Antiga

Resultado de imagem para rOMA ANTIGA

O Mito da fundação de Roma

Diz a lenda que Roma foi fundada no ano 753 a.C. por Rômulo e Remo, filhos gêmeos do deus Marte e da mortal Rea Sílvia. Ao nascer, os dois irmãos foram abandonados junto ao rio Tibre e salvos por uma loba, que os amamentou e os protegeu. Por fim, um pastor os recolheu e lhes deu os nomes de Rômulo e Remo. Depois de matar Remo numa discussão, Rômulo deu seu nome à cidade. A história, por sua vez, nos diz que algumas tribos de origem sabina e latina estabeleceram um povoado no monte Capitolino, junto ao rio Tibre.

A monarquia 

Num período lendário, Roma foi governada por sete reis que tinham poder absoluto. O Senado, formado por chefes de família, os aconselhava. Por volta de 575 a.C., os reis etruscos dominaram Roma e influenciaram decisivamente o início da civilização romana. Ditaram leis prudentes em favor do artesanato e do comércio, com os quais Roma adquiriu grande importância. Aos poucos, porém, esses reis deram lugar a outros monarcas, violentos e tirânicos, que desprezavam as opiniões do Senado.

Patrícios e plebeus

Os cidadãos livres se dividiam em patrícios e plebeus. Os patrícios eram os descendentes das famílias dos antigos chefes tribais. No início da República, eles constituíam a classe dirigente. Já os plebeus não tinham linhagem aristocrática e não possuíam direitos políticos. No século III a.C., após as guerras, surgiram novas camadas sociais: cavaleiros ou homens novos (plebeus enriquecidos no comércio) e clientes (dependentes dos patrícios). A partir daí, a organização social já não se estabelecia em função do nascimento, mas sim da riqueza.

A república e seus magistrados

As famílias patrícias que formavam o Senado, temerosas de perder seu poder diante da tirania dos reis, os expulsaram e proclamaram a República. Esta se baseava em três órgãos: o Senado, os magistrados e as Assembleias, simbolizados pela conhecida sigla S.P.Q.R. (Senatus Populusque Romanus, ou seja, “Senado e povo romano”).

O trabalho dos escravos

Em consequência das guerras de expansão, os escravos em Roma eram muito numerosos. Não eram considerados seres humanos, mas sim propriedades e, portanto, eram explorados e vendidos como mercadorias. Seu trabalho, no artesanato e na agricultura, era decisivo para a produção de bens necessários para a sociedade. Podiam comprar a sua liberdade ou então serem libertados pelo proprietário. A partir do século II a.C., sucederam-se diversas rebeliões de escravos, como a comandada por Espártaco.

O exército romano

O Império Romano dependia de um exército forte e bem organizado, que realizava as campanhas de expansão e defendia as fronteiras. Os legionários eram a base do exército romano; a maioria deles eram voluntários. Para entrar no exército era imprescindível ser cidadão romano. O exército estruturava-se em legiões de seis mil soldados, cada uma dividida em dez cortes.

A religião romana

A religião romana foi formada combinando diversos cultos e várias influências. Crenças etruscas, gregas e orientais foram incorporadas aos costumes tradicionais para adaptá-los às novas necessidades do povo. O Estado romano propagava uma religião oficial que prestava culto aos grandes deuses de origem grega, porém com nomes latinos, como por exemplo, Júpiter, pai dos deuses; Marte, deus da guerra, ou Minerva, deusa da arte. Em honra desses deuses eram realizadas festas, jogos e outras cerimônias. Os cidadãos, por sua vez, buscavam proteção nos espíritos domésticos, chamados lares, a quem rendiam culto dentro de casa. O Edito de Milão de Constantino estabeleceu a liberdade de culto aos cristãos, encerrando as violentas perseguições. No século IV d.C., o cristianismo tornou-se a religião oficial, por determinação do imperador Teodósio.

A arte romana

Inspirada no modelo grego, a arte romana incorporou as formas e as técnicas de outras culturas do Mediterrâneo.
Roma destacou-se na arquitetura com grandes edifícios privados e públicos. Entre os privados, incluem-se as casas e as residências coletivas. Os públicos dividem-se em religiosos (templos), administrativos e comerciais (basílicas) e lúdicos (teatro, anfiteatro e circo). O espírito prático de Roma reflete-se no urbanismo e nas grandes obras de engenharia, como estradas e aquedutos.

A cidade de Roma no século I a.C.

No século I a.C., Roma passou por uma transformação espetacular, tornando-se uma cidade repleta de confortos, com casas comerciais, jardins e edifícios monumentais. Construíram-se numerosas residências e locais de diversão – como o Coliseu – e foram feitas grandes melhorias no sistema de esgotos e nos aquedutos da cidade.

A crise do Império Romano

A partir do século III, o Império Romano entrou em declínio. Com o fim das guerras de conquista, esgotou-se a principal fonte fornecedora de escravos. Teve início a crise do escravismo que abalou seriamente a economia, fez surgir o colonato e provocou o êxodo urbano. Além disso, houve disputas pelo poder e as legiões diminuíram. Enfraquecido, o Império Romano foi dividido em dois e a parte ocidental não resistiu às invasões dos
bárbaros germânicos no século V.

Grécia Antiga


Resultado de imagem para GRÉCIA ANTIGA

História da Grécia

As comunidades gregas, ao longo de toda a Antiguidade, mantiveram duas características constantes: uma feroz autodeterminação e um constante estado de beligerância entre si…
Os antigos gregos nunca constituíram em qualquer período de sua história uma nação no sentido político moderno: suas comunidades independentes nunca se organizaram de forma unificada. Os gregos identificavam-se, no entanto uns com os outros culturalmente, pois falavam a mesma língua e adoravam os mesmos deuses, embora com variações locais em ambos os casos.


A Historiografia 

A historiagrafia grega começa na segunda metade do século -VI com os logógrafos, dos quais o mais ilustre foi Hecateus de Mileto (-550/-475), e muitos autores de “histórias locais”, gênero que perdurou durante toda a História Antiga.
Heródotos (-484/-425), tradicionalmente chamado de pai da história, escreveu sobre os antecedentes e acontecimentos das guerras greco-pérsicas e fez detalhado relato das regiões que visitou. Ele foi mais um “contador de histórias” que propriamente um historiador, e somente com o ateninense Tucídides (-455/-400) começa realmente a historiografia moderna.
Tucídides foi a rigor um “historiador local”, pois escreveu somente sobre a Guerra do Peloponeso (Atenas vs. Esparta), mas suas agudas análises dos fatores e acontecimentos relacionados com a guerra são respeitadas até hoje.
Sucederam-no historiadores de menor envergadura, como Xenofonte (-428/-354), Ctésias (séc. -IV), Éforos (séc. -IV), Teopompos (séc. -IV), Tímaios (-346/-250).
Políbios (-200/-118) foi o último dos grandes historiadores gregos, mas escreveu sobre a História de Roma; depois dele vieram Dionísios de Halicarnasso (séc. -I/I) Diodoros Siculo (séc. -I), que escreveu uma “História do Mundo” centrada em Roma, e Arrianos (95/175).
Muitos historiadores não-gregos escreveram Histórias de Roma e de outros povos em grego: Díon Cássios (150/235), Flávios Josefos (37/100), Apianos (séc. II), Herodianos (165/250) e o bispo cristão Eusébios (265/340), que também escreveu uma “história universal”.

A Biografia 

A biografia, aparentada à historiografia, não foi muito cultivada pelos gregos. Embora os historiadores Heródotos, Tucídides e Xenofonte apresentem em seus escritos algumas passagens de estilo correlato, somente com Plutarcos (46/120) e Diogenes Laertios (200/250) o gênero se estabeleceu.

A idade das trevas

Com a destruição dos últimos palácios micênicos em -1100 e a desagregação do sistema social controlado e mantido por eles, desapareceu a brilhante e sofisticada cultura grega da Idade do Bronze.
As comunidades diminuíram, empobreceram, isolaram-se, e as trocas comerciais reduziram-se a quase nada. Extinguiu-se, praticamente, o contato constante entre os gregos e as adiantadas culturas da Ásia Ocidental.
Tão rápido e intenso foi o declínio do mundo micênico que os gregos dos tempos posteriores não se lembravam do esplendor da Idade do Bronze a não ser de modo vago e impreciso, como um tempo de deuses, heróis e lendas.
Após quase duzentos anos de estagnação cultural, no entanto, as comunidades começaram novamente a desenvolver-se e a organizar-se em cidades. Os primeiros templos comunitários foram então construídos, o uso do ferro tornou-se cada vez mais comum, a produção de alimentos e a população do continente aumentaram tanto que iniciou-se um movimento contínuo de migração e fundação de novas cidades além-mar.
Há, surpreendentemente, alguns poucos padrões micênicos nas escassas obras de arte produzidas após -900, o que significa que nem todos os conhecimentos adquiridos pelos gregos durante a Idade do Bronze haviam sido perdidos. Como bem disse Finley, “A menos que a própria vida seja destruída numa região, sempre há algum tipo de continuidade”.
E a Idade das Trevas foi, seguramente, um período de transição. Pode-se dizer que praticamente todos os processos políticos, sociais e artísticos que se desenvolveram no Período Arcaico e atingiram o auge durante o Período Clássico começaram durante esses séculos não completamente obscuros…

Ciência Grega

A maioria dos povos antigos (egípcios, chineses, hindus, mesopotâmicos e mesmo os gregos) já possuíam, desde a Idade da Pedra, um enorme cabedal de conhecimentos práticos e eficazes, adquiridos empiricamente através de observações razoavelmente acuradas. Mas foi somente por volta de -600, na Grécia, que os filósofos pré-socráticos deram o primeiro impulso em direção ao pensamento científico.
Durante muito tempo os intelectuais gregos não distinguiram claramente a ciência da filosofia, e mesmo o filósofo Aristóteles (-384/-322), que exerceu enorme influência no pensamento filosófico-científico ocidental durante a Idade Média e Renascença, nunca recorreu à experimentação para consolidar suas minuciosas observações.
Somente duas disciplinas começaram o longo processo de separação da filosofia durante a Antiguidade, a Medicina e a Física. Nos séculos -IV e -V a Medicina consolidou os princípios essenciais que norteiam os médicos até hoje, e a Matemática e a Física Mecânica receberam grande impulso com os trabalhos do matemático, astrônomo e inventor Arquimedes (-287/-212), que além de grande teórico era um engenhoso inventor e em seus estudos recorreu algumas vezes a experimentos.
As demais ciências continuaram ligadas à filosofia em maior ou menor grau durante toda a Antiguidade, e além dela. A ciência, tal qual a conhecemos, começou há apenas 400 anos, em plena Renascença. E foi o físico e astrônomo italiano Galileu Galei (1564/1642) quem estabeleceu, a despeito das perseguições movidas pela Inquisição, o princípio da experimentação e enunciação matemática do resultado dos experimentos como os pilares fundamentais do conhecimento científico.

Outras Ciências

Biologia 

Os gregos preocuparam-se basicamente com a origem dos seres vivos e com a zoologia e botânica descritivas. Os mais importantes biólogos foram Anaximandros (-610/-547), Aristóteles(-384/-322) e seu discípulo Teofrastos (-371/287).

Matemática 

A geometria e o cálculo atraíram especialmente os gregos antigos. Os mais importantes matemáticos foram Pitágoras (séc. -VI), Hipócrates de Quios (séc. -V), Euclides (séc. -IV/-III), Arquimedes(-287/-212), Eratóstenes (-276/-195) e Apolônios de Perga (séc -II).

Física 

Com exceção das especulações sobre a origem do mundo, os gregos desenvolveram mais a física prática que a teórica. Arquimedes (-287/-212), Ctesíbios (séc. -III) e Heron (séc. I) ficaram famosos devido a suas invenções mecânicas, equipamentos e instrumentos científicos que construíam. Outros físicos notáveis foram o médico Empédocles(-492/-432) e Claudius Ptolomeus (100/170).

Química 

Na química, fora o uso de plantas para o tratamento de doenças, destacam-se apenas Demócritos (460 / séc. IV) e Leucipos (séc. V), com a teoria atômica, e os estudos de mineralogia de Teofrastos
Questões:


01) (PUC-PR) Em relação ao Direito Romano, é incorreto afirmar:
    a) A Lei das Doze Tábuas, surgida no século V a. C., conservava muito do caráter mágico-religioso que orientava as sociedades antigas e é uma das principais fontes do Direito Romano.
    b) Em Roma, havia nítida distinção entre o Direito Público, que regulava as relações entre o cidadão e o Estado, e o Direito Privado, que tratava das relações dos cidadãos entre si.
    c) Os estrangeiros e os escravos tinham acesso aos tribunais romanos da mesma forma que os patrícios.
    d) A diversidade étnica e cultural do Império, as relações comerciais entre Roma e as Províncias e a concessão da cidadania romana a todos os habitantes do Império fizeram aos poucos com que o Direito se universalizasse e perdesse muito do seu excessivo formalismo.
    e) O Direito Natural foi uma filosofia reforçada pelo Cristianismo, que afirmava que todos os homens nasciam livres.
    02) (PUC-PR) Considere a estrutura da Cidade-Estado ou Pólis Ateniense, em sua fase democrática, nos séculos V e IV a. C.
    Preencha as lacunas que identificam as suas instituições principais:
    1 – _______________, assembléia de cidadãos que se reuniam em praça pública, aprovando as leis.
    2 – _______________, equivalente ao poder judiciário, cuja pena de morte era a ingestão de cicuta.
    3 – _______________, os estrategos, que exerciam papel equivalente ao de ministros.
    4 – _______________, que preparava os projetos de leis.
    5 – _______________, estrangeiros, que eram, como modernamente, excluídos da vida pública.
    Assinale a seqüência que preencha corretamente as lacunas:
    a) Ápela – Areópago – Dez Generais – Gerúsia – Metecos.
    b) Bulé – Areópago – Dez Generais – Gerúsia – Periecos.
    c) Eclésia – Bulé – Conselho de Estado – Conselho dos Quinhentos – Periecos.
    d) Eclésia – Heliastas – Dez Generais – Conselho dos Quinhentos – Metecos.
    e) Ápela – Gerúsia – Dez Tribunos – Tribunato – Ilotas.
    3) (UFPB) Leia o trecho abaixo:
“A nossa constituição não tem nada a invejar às leis dos outros: ela é um modelo, e não imita. Chama-se democracia porque funciona para o maior número, e não para uma minoria. Todos participam igualmente nas leis respeitando aos assuntos privados, é apenas o valor que introduz distinções, e as honras vão mais para os méritos do que para a fortuna. Nem a pobreza nem a obscuridade impedem de servir a um cidadão capaz de servir a cidade”.
(Discurso de Péricles. In: MOSSÉ, Claude. As Instituições Gregas, Lisboa: Ed 70, 1985, p. 157.)
Apesar de a citação apresentar uma visão bastante positiva da democracia ateniense, sabe-se, contudo, que nem todos os setores sociais participavam daquele processo político. Dentre os setores da sociedade da época, apenas tinham uma participação efetiva os(as)
a) escravos estrangeiros que conseguiam a liberdade.
b) mulheres nascidas em Atenas.
c) atletas estrangeiros que venciam os Jogos Olímpicos.
d) pequenos proprietários de terra.
e) estrangeiras casadas com cidadãos atenienses.

    04) (PUC-PR) Em relação ao pensamento científico e filosófico grego, é correto afirmar:
a) Na Grécia não havia uma clara distinção entre Filosofia e Ciência.
b) Heráclito lançou as bases da concepção dialética do mundo ao afirmar que tudo está em movimento e transformação.
c) Todas as alternativas estão corretas.
d) Os sofistas percorriam as cidades ensinando. Foi com eles que a educação se tornou atividade profissional.
e) A Escola Pitagórica acreditava que o número era a essência do universo e a medida de todas as coisas.

05) (UFPB) Segundo Marilena Chauí, “a Filosofia surge quando alguns gregos, admirados e espantados com a realidade, insatisfeitos com as explicações que a tradição lhes dera, começaram a fazer perguntas e buscar respostas para elas.”
(Convite à Filosofia. 4 ed., São Paulo: Ática, 1995, p. 23).
É legado da Filosofia grega para o Ocidente europeu:
a) A preocupação com a continuidade entre a vida e a morte, através da prática de embalsamamento e outros cuidados funerários.
b) A aspiração ao conhecimento verdadeiro, à felicidade e à justiça, indicando que a humanidade não age caoticamente.
c) A criação da dialética, fundamentada na luta de classes, como forma de explicação sociológica da realidade humana.
d) O nascimento das ciências humanas, implicando em conhecimentos autônomos e compartimentados.
e) A produção de uma concepção de história linear, que tratava dos fins últimos do homem e da realização de um projeto divino.


Gabarito: 1) c; 2) d, 3) d; 4) c 5) b



GRUPO JOVEM FALANGE CRISTÃ NA DIOCESE DE DUQUE DE CAXIAS E SÃO JOÃO DE MERITI

  O Grupo Jovem Falange Cristã foi um marcante movimento de evangelização de juventudes na região de Du que de Caxias e São João de Meriti,...