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sábado, agosto 08, 2020

RELIGIÕES CRISTÃS UNEM-SE CONTRA O ANTICRISTO

 Na “Carta ao Povo de Deus”, os religiosos disseram que o governo se baseia numa “economia que mata”

Depois da divulgação da “Carta ao Povo de Deus”, os 152 bispos brasileiros se unirão a representantes de várias religiões no domingo (9) em ato virtual pela democracia e contra a gestão de Bolsonaro na pandemia do coronavírus. No manifesto, eles disseram que o governo se baseia numa “economia que mata”. O evento é organizado pelo Projeto Brasil Nação.

Os bispos dizem que “interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo”.

De acordo com o documento, “é dever de quem se coloca na defesa da vida posicionar-se, claramente, em relação a esse cenário”. “As escolhas políticas que nos trouxeram até aqui e a narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do governo federal, não justificam a inércia e a omissão no combate às mazelas que se abateram sobre o povo brasileiro.”

O projeto está colhendo assinaturas em apoio à carta dos bispos. “A carta mostra a situação dramática que o Brasil vive e o fato de que nós não temos um governo que esteja defendendo a vida das pessoas, os direitos humanos”, afirmou o ex-ministro Bresser-Pereira, que participa do projeto.

“Está morrendo muito mais gente do que devia porque o governo está adotando uma política absolutamente irresponsável de não fazer o que é recomendado pelos cientistas.”

De acordo com o manifesto de apoio do projeto, Bolsonaro “age para destruir o Brasil e subordiná-lo aos interesses estrangeiros, colocando a nação como vassala dos Estados Unidos”. “Roendo as instituições, desprezando a população e aniquilando pequenas empresas, o governo se transforma em inimigo da vida”,

Até a noite desta quarta-feira (5), o apoio já reunia mais de 1.100 assinaturas, entre elas as dos cantores Chico Buarque e Caetano Veloso e do ator e diretor Wagner Moura. Desde maio, pipocam nas redes sociais movimentos pró-democracia críticos ao governo Bolsonaro. Estamos Juntos, Somos 70%, Basta! e Mulheres Derrubam Bolsonaro são alguns deles.

Com informações da Folha


sexta-feira, julho 31, 2020

16 Motivos para apoiar a pré-candidatura de Samuel Maia prefeito


01) Eu apoio  @samuelmaia_maia  porque ele é o único candidato que tem projeto para inclusão de todos na eleições para a prefeitura de Duque de Caxias. #RepresentatividadeNegraImporta #DCComSamuelMaia

02) A luta antirracista exige que os negros alcancem espaços de poder e representação. Por isso, apoio @samuelmaia_maia para a prefeitura de Duque de Caxias. #RepresentatividadeNegraImporta #DCComSamuelMaia

03) A trajetória de @samuelmaia_maia é de um homem, com origem humilde, atuação nos movimentos sociais e experiência política e administrativa. Samuel Maia é sangue novo para Duque de Caxias. #DCComSamuelMaia

04) Meu pré-candidato a prefeito de Duque de Caxias é o Secretário de Meio Ambiente e Agricultura que mais faz pelos trabalhadores e pelo movimento social e ambiental. @samuelmaia_maia tem compromisso com o emprego e com os direitos dos trabalhadores. #DCComSamuelMaia

05) Duque de Caxias tem 4  distritos com enorme potencial, gente trabalhadora e criativa, mas que não é prioridade para governantes. @samuelmaia_maia tem meu apoio porque é trabalhador, empreendedor e visionário, veio de baixo e vai cuidar primeiro de quem mais precisa. #DCComSamuelMaia

06) O @samuelmaia_maia é um dos melhores gestores públicos da cidade de Duque de Caxias. Ele foi fundamental para a geração de emprego e renda na área rural, economia solidária e preservação do meio ambiente de nossa cidade, criou a Reserva Biológica do Parque Equitativa e a APA do Iguaçu.

07) Samuel Maia @samuelmaia_maia é quem melhor representa a luta dos trabalhadores na cidade. 
Lutou contra as reformas trabalhista e da Previdência e atua para assegurar empregos e renda para os trabalhadores e os mais pobres. Eu apoio a pré-candidatura de Samuel Maia a prefeito de Duque de Caxias. #DCComSamuelMaia

08) Duque de Caxias precisa ser governada com respeito, primeiro atender a maioria da população, que está nos bairros mais distantes . Primeiro quem mais precisa! Por isso, estou com @samuelmaia_maia pré-candidato a prefeito. #DCComSamuelMaia

09) Durante a pandemia, os negros têm 62% a mais de chance de serem mortos pelo coronavírus. O vírus não é racista, o Brasil que é. Para combater o racismo estrutural, é importante votar em quem tem visão de conjunto comprometidos com o povo. @samuelmaia_maia é meu pré-candidato a prefeito de Duque de Caxias. #DCComSamuelMaia

10) As regiões com maiores números de mortes pelo coronavírus em Duque de Caxias são também as mais pobres e com maiores percentuais de moradores negros. #VidasNegrasImportam e clareza nas políticas públicas também. Por isso, estou com @samuelmaia_maia para prefeito de Duque de Caxias. #DCComSamuelMaia

11) O povo de Duque de Caxias sofre com o desemprego crescente e as mazelas sociais, que tendem a aumentar com a pandemia. A cidade já tem mais de 1 mil moradores de rua. A prefeitura precisa colaborar para a geração de emprego e renda, cuidando primeiro de quem mais precisa. Apoio a pré-candidatura de @samuelmaia_maia por isso. #DCComSamuelMaia

12) Quando Secretário, @samuelmaia_maia relatou propôs e foi criado a Feira do Agricultor no Caxias Shopping e as Feiras da Economia Solidária, levando centenas de empregos para as atividades. Duque de Caxias precisa disso: oportunidades para a periferia, para os negros e os pobres. Eu apoio Samuel Maia para mudar a cidade. #DCComSamuelMaia

13) Derrotar Bolsonaro é essencial para garantir a democracia e a retomada do desenvolvimento do país. As eleições municipais precisam ser a hora da virada! Eu apoio @samuelmaia_maia nessa luta! #DCComSamuelMaia

14) Meu pré-candidato a prefeito é quem mais luta contra o desgoverno Bolsonaro. Não é lacrador de redes sociais, é um professor que faz a diferença na luta por um país melhor. Em Duque de Caxias, @samuelmaia_maia vai fazer muito mais!  @samuelmaia_maia #DCComSamuelMaia

15) Combater as opressões é valorizar as mulheres nos espaços de poder. Quando vereador, @samuelmaia_maia criou a lei do Fórum de Economia Solidária. #DCComSamuelMaia

16) Meu pré-candidato a prefeito de Duque de Caxias luta ao lado da juventude. @samuelmaia_maia lutou pelo Fundeb e esteve nas lutas pelas eleições livres dos Grêmios Estudantis,  passe-livre dos Estudantes, Livros Didáticos e Merenda nas Escolas! #DCComSamuelMaia

segunda-feira, julho 27, 2020

O que é um plano de governo?

plano de governo
(Debate presidencial da Band. Foto: Nelson Almeida/AFP)
Em uma eleição, os candidatos a cargos políticos tentam atrair votos expondo suas ideias e propostas para melhorar a cidade, estado ou país que almejam governar. Uma das formas de expô-las ao público é pelo plano de governo, um documento já tradicional na política brasileira.
Mas o que é um plano de governo, exatamente? E qual é a sua importância? Siga com a gente para entender esses e outros pontos.

Plano de governo, um documento obrigatório

O que chamamos de plano de governo é um documento no qual os candidatos a cargos do Executivo (prefeito, governador e presidente) informam suas principais ideias e propostas para administrar o local que se propõem a governar.
Mais do que uma utilidade, a apresentação do documento tem caráter obrigatório e está na lista de documentos que o candidato precisa enviar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), assim como a prestação de contas da campanha. Ou seja, o candidato que não apresentar o seu plano de governo não é habilitado a participar da eleição.
Essa obrigatoriedade foi incluída em 2009 na Lei 9.504/97, que regula as eleições. Porém, não são exigidos requisitos ou formatos específicos. Assim, cada plano de governo é feito com formas, ordens e tamanhos diferentes.
Entre os candidatos da eleição presidencial de 2018, por exemplo, o documento de Vera Lúcia (PSTU) tinha cinco páginas; já o de Guilherme Boulos (PSOL) continha 228. A legislação também não exige propostas concretas, o que torna possível fazer uso de afirmações genéricas, como “aumentar vagas em hospitais” ou “construir mais creches”.
Por fim, os candidatos não são obrigados a cumprir as promessas nem a implementar os programas que informam em seus planos.
Apesar disso, é possível usá-los para entender quais são as pautas prioritárias dos candidatos. Por exemplo, se algum deles cita diversas vezes o combate à desigualdade (econômica, de gênero, racial etc), é possível imaginar que ele seja mais de esquerda. Por outro lado, caso a liberdade, especialmente a liberdade econômica, apareça muitas vezes, é um indício de que o candidato se posiciona mais à direita no espectro político.
Assim, os planos de governo são ferramentas úteis para o eleitor se informar a respeito das ideias e das prioridades de cada candidato. Mais à frente, o documento, que é mantido público pelo TSE, também ajudará a sociedade a cobrar dos eleitos aquilo que prometeram.

O que os planos de governo costumam abordar

Como dito acima, uma forma de analisar os planos de governo é procurar pelos temas mais citados. Quanto mais um candidato aborda cada um deles, mais se imagina que seja uma das prioridades de seu mandato. Vamos tomar como exemplo novamente a eleição presidencial de 2018. Todos os planos apresentados citavam as palavras “saúde” e “educação”. Já a palavra “segurança” estava presente em cada um deles, menos no de Vera Lúcia (PSTU).
Em relação à palavra “desigualdade”, João Amoedo (NOVO), Cabo Daciolo (PATRIOTA) e José Maria Eymael (DC) não a incluíram em seus documentos. Já a corrupção, sempre presente nos debates e propagandas políticas, não ficou tão evidenciada. Jair Bolsonaro foi quem mais a usou em seu plano, 20 vezes, enquanto Cabo Daciolo e Henrique Meirelles (MDB) nem mesmo a citaram.
A título de exemplo, para passar uma noção de como esse temas são abordados,, listamos abaixo a forma como aparecem as primeiras propostas sobre educação nos planos de governo dos cinco candidatos mais bem votados no primeiro turno – Jair Bolsonaro, Fernando Haddad, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e João Amoedo.

Jair Bolsonaro

plano de governo bolsonaro
(Capa do plano de governo de Jair Bolsonaro para a eleição presidencial de 2018)
“Conteúdo e método de ensino precisam ser mudados. Mais matemática, ciências e português, SEM DOUTRINAÇÃO E SEXUALIZAÇÃO PRECOCE. Além disso, a prioridade inicial precisa ser a educação básica e o ensino médio / técnico.”

Ciro Gomes

“Investir na melhoria da qualidade da Educação Pública será uma das nossas principais prioridades. E esta prioridade já começa na Educação Infantil, com a implantação paulatina de Creches de Tempo Integral para as crianças de 0 a 3 anos. É nesse período que se formam as aptidões mais sofisticadas do ser humano.”

Geraldo Alckmin 

“Investiremos na educação básica de qualidade e teremos como meta crescer 50 pontos em 8 anos no PISA – o mais importante exame internacional de avaliação do ensino médio.”

João Amoedo

“Queremos educação básica de qualidade para todos os brasileiros. Cidadãos preparados e conscientes serão determinantes no estabelecimento de uma sociedade harmônica, próspera e sustentável. Longo prazo: Subir o Brasil 50 posições no ranking do PISA, universalizar o acesso das  crianças às creches.”

Fernando Haddad

(Capa do plano de governo de Fernando Haddad para a eleição presidencial de 2018)
“O governo Haddad devolverá à educação a prioridade estratégica em nosso projeto de Nação, atuando como atuou como Ministro, da creche à pós-graduação. Vamos criar o programa Ensino Médio Federal, revogando a reforma autoritária promovida pelo governo Temer e apoiando os Estados e o DF na ampliação do acesso, garantia de permanência e melhoria da qualidade do ensino de nossa juventude.”

Como acessar os planos de governo

Os planos de governo de cada candidato a cargos do Executivo estão disponíveis no site do TSE juntamente com outros documentos, informações e prestações de contas. Para acessá-los, siga os passos listados abaixo.
  1. Cole o endereço http://divulgacandcontas.tse.jus.br no seu navegador ou clique aqui.
  2. Clique nos três risquinhos que ficam na parte superior direita da tela
  3. Selecione a eleição que deseja consultar
  4. Selecione a região que deseja consultar
  5. Passe o mouse por cima do Estado de sua preferência para ver os cargos disputados naquela eleição
  6. Clique no cargo desejado para consulta
  7. Clique no nome do candidato, na coluna da esquerda
  8. Dentro do perfil do candidato, selecione a opção “Proposta de governo” na lista que fica à direita na tela
  9. O site abrirá um documento em formato PDF. Esse é o plano de governo
Como os documentos podem ser extensos e mesmo de difícil compreensão, é válido buscar os resumos que a imprensa faz dos planos e propostas de cada candidato. E, quando for preciso buscar mais detalhes, basta seguir os passos que ensinamos acima.
Conseguiu entender o que é e para que serve um plano de governo? Deixe suas dúvidas e sugestões nos comentários!
 

Luiz Vendramin Andreassa
Formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduado em Ciência Política pela FESP-SP. Sonha com um mundo em que o acesso ao conhecimento e ao conforto material deixem de ser privilégios para se tornarem algo acessível a todos.

quarta-feira, julho 22, 2020

COMBATER A CORRUPÇÃO DO SISTEMA CAPITALISTA SÓ NA DEMOCRACIA


A luta contra a corrupção é uma luta árdua e somente a democracia pode fazê-la.  Mecanismos como a Legislação, Ministério Público atuante, Sistema Policial Independente e Aparelhado e Conselhos Populares de Consulta e Deliberação. Outra certeza é de que a ação contra a corrupção não é neutra, ela tem um corte de classe, está na raiz do capitalismo para o acumulo primitivo de capital com super-exploração dos trabalhadores: o combate a corrupção vai contra os interesses organizados, tanto públicos como privados e divide mais a sociedade de classes. O consórcio da corrupção unem-se para se opor às iniciativas saneadoras da administração Pública. .
Os corruptos também se unem para desqualificar as ações e as pessoas que denunciam a corrupção. Podem formar uma rede com poder e força de intimidação sufi ciente para aniquilar seus contestadores, mas esse é o cenário de toda evolução que ocorreu na humanidade para chegar onde estamos hoje. Os corruptos são, basicamente, seres que desejam viver uma vida além de sua capacidade de gerar recursos, independente de quem possa ser prejudicado. Assim, eles recorrem ao subterfúgio de subtrair da sociedade os bens que outras pessoas trabalharam para conseguir. Esses bens deveriam ser utilizados em benefício da sociedade para assegurar um futuro melhor com o aumento da expectativa e qualidade de vida, e garantir o contínuo desenvolvimento social através da educação. Os corruptos atrasam esse processo pois os recursos subtraídos prejudicam o desenvolvimento de toda sociedade. Um exemplo do protótipo do político corrupto e que está a serviço das federações de interesses das grandes corporações, chama-se Washington Reis(Prefeito de Duque de Caxias/RJ, do MDB e homem de confiança de Sérgio Cabral e Flávio Bolsonaro). Com mais de 80 processos, condenado pelo STF em 7,5 anos à prisão semi-aberta, novos processos abertos, ontem(20/07/2020), mais uma vez denunciado por crimes ambientais em Reserva Biológica. Obviamente, para ser tão ousado em sua teia de corrupção, o prefeito citado, não está sozinho, pois, a ousadia meliante tem salvaguardas escondidas no aparelho estatal. Uma ditadura de extrema-direita, se impõe nas administrações corruptas comprando o silêncio de quem deveria fiscalizar, no caso, a Câmara de Vereadores. Transparência e Controle Social tem que ser a agenda do movimento democrático e de combate a corrupção. Cadeia para os corruptos sem Lawfare.

quarta-feira, julho 15, 2020

Nova Iguaçu: conheça a história da origem da Baixada


Uma das treze cidades que compõem a Baixada Fluminense, Nova Iguaçu foi a origem da região que, atualmente, cerca a capital do estado. Antes habitada por indígenas que utilizavam os rios para locomoção e, posteriormente, usada pelos portugueses para a produção de cana de açúcar, feijão e mandioca, a ocupação da cidade, a partir do século XIX, foi pautada na interiorização do Império no território brasileiro.
O início desse processo se deu no Ciclo do Ouro, quando as pedras preciosas extraídas no interior eram escoadas para o Rio de Janeiro através da Estrada Real, que terminava em Paraty. No entanto, episódios de roubo das pedras, que vinha, pelo mar, da cidade até o Rio de Janeiro, motivaram a construção da Estrada Real do Comércio, que ligava as minas, de forma direta e segura, ao Porto de Iguassú, de onde seguia pelos rios à capital do Império.
– O grande fator para a ocupação de Nova Iguaçu e, por consequência, da Baixada, por mais de um século, foi a vocação da região em ser uma passagem segura no sentido da interiorização nacional – explica Allofs Daniel Batista, mestre em História e coordenador na Superintendência de Patrimônio Arquitetônico e Urbanístico de Nova Iguaçu.
O processo de ocupação seguiu pelo século XIX, acompanhando a chegada de inovações trazidas da Europa. No ano de 1854, o imperador Dom Pedro II permitiu a construção da Estrada de Ferro Mauá, primeira ferrovia do Brasil, que substituiu as estradas no transporte da carga vinda do interior, proporcionando economia de mão de obra e de tempo. Quatro anos mais tarde, chegou à região o investimento que mexeu com a dinâmica local e foi fundamental para o desenvolvimento da cidade.
Nova Iguaçu já foi bem maior do que hoje: abrangia os municípios de Japeri, Queimados, Nilópolis, São João de Meriti, Belford Roxo, Duque de Caxias e Mesquita
Nova Iguaçu já foi bem maior do que hoje: abrangia os municípios de Japeri, Queimados, Nilópolis, São João de Meriti, Belford Roxo, Duque de Caxias e Mesquita Foto: Prefeitura de Nova Iguaçu
A Companhia de Estrada de Ferro D. Pedro II ligava a capital do país à área onde hoje fica o município de Queimados e tinha paradas estratégicas para abastecimento em diversos pontos do trajeto. Foi neste momento que a Vila Iguassú, criada em 1833, às margens do Rio que leva o seu nome, perdeu o posto de centro econômico da região.
– O que hoje chamamos de Nova Iguaçu era um povoado, uma fazenda incipiente, conhecido como Arraial de Maxambomba. Ali havia uma parada de trem, que começou a crescer porque os moradores mais abastados da vila queriam estar perto da linha férrea – explica Allofs.
As primeiras emancipações aconteceram em 1943, com Caxias, e 1947, com Nilópolis e São João de Meriti
As primeiras emancipações aconteceram em 1943, com Caxias, e 1947, com Nilópolis e São João de Meriti Foto: Divulgação/Prefeitura de Nova Iguaçu
Explosão populacional
As paradas do trem foram reunindo cada vez mais moradores no seu entorno. A partir daí, começou um período de ocupação exponencial de Nova Iguaçu, que teve seu auge no século XX. O crescimento da região coincidiu com uma onda migratória que preencheu a área da Baixada Fluminense com a miscigenação de povos. De um lado, escravos recém-libertos pela Lei Áurea que, com seus descendentes, deixavam o interior do estado em busca de trabalho. Do outro, nordestinos que fugiam das secas que assolaram o Nordeste e chegavam ao Rio em busca de emprego. Do exterior, chegavam imigrantes italianos, alemães, libaneses que escapavam da I e II Guerra Mundial.
O então presidente Nilo Peçanha (1909-1910) quis fazer do entorno do Rio de Janeiro um polo de abastecimento e investiu na produção de cítricos, como abacaxi, limão e laranja, que se destacou entre as décadas de 1930 e 1940 e deu à Nova Iguaçu o apelido de “Cidade Perfume”.
– A região oferecia emprego nas lavouras, terra e lugar para morar. Eram várias as formas de trabalho, não necessariamente assalariadas – muitos trabalhavam em troca de comida ou casa. Com o declínio da produção de laranja, algumas terras foram loteadas e o governo, já na Era Vargas, incentivou a população a morar na região. Criou-se, então, uma ideia de que ali havia terra e trabalho – conta Allofs.
Antes da explosão demográfica do século passado, Nova Iguaçu tinha 20 mil habitantes. Atualmente, a área da Baixada Fluminense tem cerca de 4 milhões de moradores. Entre 1943 e 1999, o município sofreu duas ondas emancipatórias. Da grande cidade que ocupou quase todo o território da Baixada Fluminense saíram os municípios de Duque de Caxias, Nilópolis, São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita, Japeri e Queimados. Ainda assim, hoje com uma população estimada de 800.000 pessoas (2017), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade continua carregando um enorme peso político e cultural.
O último município a se emancipar foi Mesquita, em 1999
O último município a se emancipar foi Mesquita, em 1999 Foto: Divulgação/Prefeitura de Nova Iguaçu
Você sabia?

No século XVIII, foi construída, na região denominada Calhamaço, a Igreja de Santo Antônio da Freguesia de Jacutinga. Com o crescimento do arraial de Maxambomba e a transferência da sede da Vila do Iguassú para lá, foi construída a igreja que hoje é a Catedral da cidade. A imagem do santo que dava nome à igreja da freguesia foi migrada para a nova construção, que ganhou o nome de Igreja de Santo Antônio de Jacutinga. A primeira igreja, que hoje fica localizada no bairro da Prata, acabou sendo renomeada de Igreja de Santo Antônio da Prata.

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