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terça-feira, janeiro 26, 2016

Quem são as 62 pessoas cuja riqueza equivale à de metade do mundo

Nesta semana, a organização não governamental britânica Oxfam divulgou os resultados de um estudo no qual afirma que o 1% mais rico do mundo já detém tanta riqueza quanto o resto dos habitantes do planeta.



 

Além disso, a ONG destacou que as 62 pessoas mais ricas têm tanto dinheiro e bens quanto metade da população global.
A lista tem dois brasileiros: o empresário Jorge Paulo Lemann, que atua em uma série de setores – como de cervejarias e o de varejo –, e o banqueiro Joseph Safra.
A Oxfam se baseou no ranking anual de bilionários compilado pela revista americana Forbes. Confira quem faz parte da lista:

 

1 Bill Gates (EUA) US$ 79,2 bilhões Microsoft;

2 Carlos Slim (México) US$ 77,1 bilhões Setor de telecomunicações

3  Warren Buffett (EUA) US$ 72,7 bilhões Berkshire Hathaway
4 Amancio Ortega (Espanha) US$ 64, 5 bilhões Zara
5 Larry Ellison (EUA) US$ 54,3 bilhões Oracle
6 Charles Koch (EUA) US$ 42,9 bilhões Diversos setores
7 David Koch (EUA) US$ 42,9 bilhões Diversos setores
8 Christy Walton (EUA) US$ 41,7 bilhões Wal-Mart
9 Jim Walton (EUA) US$ 40,6 bilhões Wal-Mart
10 Liliane Bettencourt (França) US$ 40,1 bilhões L’Oreal


Posição
Nome
Patrimônio
Setor/empresa
País
11
Alice Walton
US$ 39,4 bi
Wal-Mart
EUA
12
S. Robson Walton
US$ 39,1 bi
Wal-Mart
EUA
13
Bernard Arnault
US$ 37,2 bi
LVMH
França
14
Michael Bloomberg
US$ 35,5 bi
Bloomberg LP
EUA
15
Jeff Bezos
US$ 34,8 bi
Amazon.com
EUA
16
Mark Zuckerberg
US$ 33,4 bi
Facebook
EUA
17
Li Ka-shing
US$ 33,3 bi
diversos
Hong Kong
18
Sheldon Adelson
US$ 31,4 bi
cassinos
EUA
19
Larry Page
US$ 29,7 bi
Google
EUA
20
Sergey Brin
US$ 29,2 bi
Google
EUA
21
Georg Schaeffler
US$ 26,9 bi
rolamentos
Alemanha
22
Forrest Mars Jr.
US$ 26,6 bi
doces
EUA
22
Jacqueline Mars
US$ 26,6 bi
doces
EUA
22
John Mars
US$ 26,6 bi
doces
EUA
25
David Thomson
US$ 25,5 bi
mídia
Canadá
26
Jorge Paulo Lemann
US$ 25 bi
bebidas
Brasil
27
Lee Shau Kee
US$ 24,8 bi
imóveis
Hong Kong
28
Stefan Persson
US$ 24,5 bi
H&M
Suécia
29
George Soros
US$ 24,2 bi
hedge funds
EUA
29
Wang Jianlin
US$ 24,2 bi
imóveis
China
31
Carl Icahn
US$ 23,5 bi
investimentos
EUA
32
Maria Franca Fissolo
US$ 23,4 bi
Nutella, chocolates
Itália
33
Jack Ma
US$ 22,7 bi
comércio digital
China
34
Prince Alwaleed bin Talal Alsaud
US$ 22,6 bi
investimentos
Arábia Saudita
35
Steve Ballmer
US$ 21,5 bi
Microsoft
EUA
35
Phil Knight
US$ 21,5 bi
Nike
EUA
37
Beate Heister & Karl Albrecht Jr.
US$ 21,3 bi
supermercados
Alemanha
38
Li Hejun
US$ 21,1 bi
equipamento de energia solar
China
39
Mukesh Ambani
US$ 21 bi
petroquímicos, óleo e gás
Índia
40
Leonardo Del Vecchio
US$ 20,4 bi
óculos
Itália
41
Len Blavatnik
US$ 20,2 bi
diversos
EUA
41
Tadashi Yanai
US$ 20,2 bi
varejo
Japão
43
Charles Ergen
US$ 20,1 bi
Dish Network
EUA
44
Dilip Shanghvi
US$ 20 bi
farmacêuticos
Índia
45
Laurene Powell Jobs
US$ 19,5 bi
Apple, Disney
EUA
46
Dieter Schwarz
US$ 19,4 bi
varejo
Alemanha
47
Michael Dell
US$ 19,2 bi
Dell
EUA
48
Azim Premji
US$ 19,1 bi
software
Índia
49
Theo Albrecht Jr.
US$ 19 bi
Aldi, Trader Joe's
Alemanha
50
Michael Otto
US$ 18,1 bi
varejo, imóveis
Alemanha
51
Paul Allen
US$ 17,5 bi
Microsoft, investimentos
EUA
52
Joseph Safra
US$ 17,3 bi
financeiro
Brasil
53
Anne Cox Chambers
US$ 17 bi
mídia
EUA
54
Susanne Klatten
US$ 16,8 bi
BMW, farmacêuticos
Alemanha
55
Pallonji Mistry
US$ 16,3 bi
construção
Irlanda
56
Ma Huateng
US$ 16,1 bi
mídia
China
57
Patrick Drahi
US$ 16 bi
Telecom
França
58
Thomas & Raymond Kwok
US$ 15,9 bi
imóveis
Hong Kong
59
Stefan Quandt
US$ 15,6 bi
BMW
Alemanha
60
Ray Dalio
US$ 15,4 bi
Hedge funds
EUA
60
Vladimir Potanin
US$ 15,4 bi
metais
Rússia
62
Serge Dassault
US$ 15,3 bi
aviação
França

segunda-feira, janeiro 25, 2016

Uma servidora pública de Campina Grande


A médica Adriana Melo tem 45 anos e trabalha há 16 no setor de medicina fetal do Isea, a principal maternidade pública de Campina Grande. Entre outubro e novembro do ano passado, compartilhou a angústia de duas pacientes grávidas de bebês que nasceriam com microcefalia. A ela a medicina deve o estabelecimento da relação entre o vírus zika e a má formação do cérebro de milhares de crianças. Não é pouca coisa, nem foi fácil.
Desde agosto, médicos do Nordeste quebravam a cabeça para saber o que estava acontecendo, e a rede pública de Pernambuco alertou para a suspeita da conexão entre o vírus e a anomalia nos bebês. Adriana Melo suspeitou que se estava diante de um novo padrão de microcefalia: “Eu nunca tinha visto casos de destruição do cérebro dos fetos com tamanha virulência”.
Havia uma pista: todas as pacientes tiveram manchas vermelhas na pele e coceiras durante as primeiras semanas da gravidez. Quando a doutora Adriana começou sua caminhada, havia no mundo apenas a suspeita da relação entre casos de microcefalia e o zika. O vírus se tornara epidêmico na Polinésia em 2014. No Brasil, sabia-se apenas que o número de bebês que nasciam com essa anomalia vinha aumentando, sobretudo no Nordeste. O zika era visto ainda como uma modalidade branda de dengue.
O governo da Paraíba custeou a viagem das duas mulheres para serem examinadas em São Paulo, e em novembro, por iniciativa de Adriana Melo, a Fiocruz recebeu material colhido nas pacientes. Em poucos dias, bateu o martelo. Duas semanas depois, o Ministério da Saúde decretou uma emergência sanitária. Haviam-se passado três meses desde o aparecimento das primeiras suspeitas.
O sistema de vigilância epidemiológica nacional dormiu no ponto. Nada de novo. Quando Oswaldo Cruz, baseado em pesquisas americanas feitas em Cuba, quis combater a febre amarela atacando o Aedes aegypti, a burocracia da Saúde e alguns marqueses da medicina duvidaram dele. A febre era coisa do clima, logo, culpa do Padre Eterno. No caso da doutora Adriana Melo sucedia algo semelhante. Ela dizia algo novo, o zika tinha relação com casos de microcefalia, portanto o problema estaria no maldito do mosquito, nada a ver com a alimentação da mãe ou até mesmo com consumo de drogas.
Apesar da tonitruância da decretação de emergência (sem que se saiba o que isso significa na vida real), o Ministério da Saúde procura tranquilizar a população: nem todas as mulheres que tiveram zika terão bebês microcéfalos, assim como nem todos os Aedes aegypti que andam por aí transmitem zika. Tudo bem, mas em 2014 o Brasil teve 147 casos de microcefalia. Admita-se que esse número esteja contaminado por uma subnotificação, Fique-se com o dobro, seriam 294. Em apenas quatro meses, os casos suspeitos já chegaram a 3.893. Segundo a Fiocruz, os registros poderão chegar a 16 mil neste ano. A última desgraça envolvendo mulheres grávidas deu-se no século passado, quando gestantes que tomaram o remédio talidomida pariram bebês defeituosos. Em todo o mundo, afetou 10 mil nascituros num período de cerca de cinco anos.
Dentro do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, o Ministério da Saúde baixou uma Diretriz para Estimulação Precoce para crianças que nascem com microcefalia. Ele relaciona-se com o Plano Viver Sem Limite e com a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, que por sua vez são contemporâneos do Programa de Aceleração do Crescimento. Fica combinado assim.
A doutora Adriana tem doutorado pela Unicamp, seu salário é de R$ 3.800 mensais por 20 horas de trabalho semanais. Com bonificações de produtividade pode chegar a R$ 6 mil. Mantém uma clínica privada onde ganha mais trabalhando menos. A maternidade do Isea só atende pelo SUS (sem segunda porta), e na equipe de medicina fetal há quatro médicos. Desde que ela saiu por aí para confirmar a relação entre o zika e a microcefalia, recebeu críticas, muxoxos e silêncios. Ajuda, só da prefeitura da cidade e do fabricante de equipamentos Samsung, que doou um aparelho de ultrassonografia à maternidade. A rede pública de Campina Grande (680 mil habitantes) não tem máquina de ressonância magnética. Quando lhe perguntam o que precisa para facilitar seu serviço no Isea, responde: “Recursos para pesquisas”.
*Elio Gaspari – site: O Globo em 24/02/2016

domingo, janeiro 24, 2016

Como o dólar em alta afeta no salário e na vida?

Estão descarregando nas costas dos trabalhadores a crise com desemprego e demissão recorde. Os governos seguem com medidas que só favorecem os empresários. O salário em real foi bem desvalorizado, a inflação está alta e com a alta do dólar, arrancam mais uma parte do salário. O que fazer?


No último período, se fala muito das recentes subidas do dólar, que já passa dos 4 reais, mas pouco se discute como isso atinge a vida da dona de casa, do estudante e de toda a população de conjunto. São variadas as formas que esse impacto pode se dar, mas todos atingindo o bolso do cidadão comum, que trabalha o dia todo para pagar as contas.
Quando vamos à padaria comprar pãozinho para o café da manhã, já nos deparamos com um dos efeitos do aumento do dólar. Importamos vários produtos como trigo, gás e gasolina. Com o aumento do dólar, esses produtos ficam mais caros. O trigo que é a matéria prima do pão, o gás para assa-lo e a gasolina que transporta esses produtos. Juntos com o café e o açúcar que também aumentaram, o café da manhã de todo dia se torna cada vez mais caro, por exemplo.
A dona de casa, que utiliza vários alimentos para a preparação de um almoço também sofrerá com o aumento do dólar. Quando o dólar aumenta, tende a ter um aumento de exportação. Sendo assim, o produtor de tomates, por exemplo, vai priorizar exportar tomates do que vender dentro do país. Assim, no Brasil vai haver poucos tomates e muita gente comprando e o preço dele vai subir ainda mais. O mesmo acontece com outros produtos comuns, como a carne, o café e o milho que também aumentaram muito de preço no último período, e diminui ainda mais o salário que já é pequeno.
Um estudante, por exemplo, que pretende se manter antenado no mundo tecnológico e deseja trocar de celular, também sofrerá com o aumento. Se o dólar aumenta, todos os produtos que vem do exterior tem seu preço elevado, fazendo com que aquele estudante tenha que esperar por um bom tempo até adquirir seu novo celular.
Todos esses exemplos, se ligam a um dos efeitos mais visíveis da subida do dólar, a inflação. Não é por acaso que o IPCA, índice que mede a inflação, subiu em 2016 e já registra a maior taxa desde 2003. Hoje, se aquela mesma dona de casa for comprar tomate, ela vai pagar um tomate em média 20% mais caro, quase 9% no feijão carioca, ou seja, produtos básicos do dia a dia.

O que a inflação faz é diminuir o salário do trabalhador, ou seja, ela desvaloriza o pouco que recebemos. Para que não soframos mais com o salário que não chega no fim do mês, precisamos lutar por reajuste automático dos salários de acordo com a variação da inflação. Para isso, as centrais sindicais teriam que romper com os governos e defender os interesses dos trabalhadores, o que vai se dar quando em cada local de trabalho nos organizemos para lutar para que sejam os capitalistas que paguem pela crise. Os secundaristas de São Paulo deram um exemplo. A juventude e os trabalhadores são os únicos que podem, aliados, responder a crise no país.
*Matheus Correia - www.esquerdadiario.com.br

sábado, janeiro 23, 2016

Breves considerações sobre socialismo e ecologia


Um dos debates centrais hoje para se construir uma nova visão de mundo, uma nova perspectiva de sociedade, é o debate sobre a relação dos seres humanos com o meio ambiente que os circunda.
Não a toa o debate é relativamente recente; só após um momento de desenvolvimento relativamente amplo do capitalismo em sua época imperialista a humanidade pode perceber que as forças produtivas liberadas pela ação humana associada podem ter efeitos grandemente destrutivos, com capacidade inclusive de ameaçar própria existência da sociedade, se essas forças se desenvolvem de forma anárquica e alienada, como se dá com o modo de produção burguês.
Pelas contradições próprias do processo histórico essa percepção do quão degradante ao meio ambiente é o desenvolvimento capitalista foi praticamente concomitante a derrota do último grande ascenso operário, impedindo assim que se desse a necessária fusão entre o discurso ecológico e a única classe capaz de realizar um desenvolvimento econômico que tivesse como perspectiva uma relação harmoniosa com o ecossistema.
Some-se a isso o papel altamente degradante ao meio ambiente que teve o desenvolvimento da URSS sob a direção stalinista e temos a realidade de que hoje grande parte da retórica ecológica é levada à frente por setores pequeno-burgueses ou diretamente capitalistas (os segundos de forma totalmente hipócrita, para se apropriar do novo fenômeno do "marketing verde") com uma lógica de "desenvolvimento sustentável" que na boca dos mais sinceros só pode soar como uma utopia.
O capitalismo leva necessariamente a destruição do meio ambiente
O que se coloca aqui não é um problema moral, mas da lógica efetiva de desenvolvimento do capitalismo, da relação que este sistema tem que estabelecer entre os seres humanos e, a partir disso, desses com seu meio ambiente. A finalidade da produção capitalista não são as necessidades da maioria da humanidade, o bem estar e a qualidade de vida dos trabalhadores, daqueles que produzem realmente o conjunto da riqueza social, mas a busca desenfreada e irracional de lucro por uma pequena parcela da sociedade, os capitalistas.
Apesar da aparente racionalidade, toda a técnica e ciência utilizada pela burguesia na sua gananciosa caçada pelo aumento de seu capital são irracionais. O meio ambiente, a natureza, o ecossistema que nos circunda não é visto como insuperável palco de nossa existência, mas espaço onde se possa realizar o maior ganho, onde se possam efetivar os maiores lucros.
Na relação com a natureza se reflete a relação central que se estabelece entre os próprios seres humanos, relação baseada não no bem estar coletivo e desenvolvimento comum, mas antes na exploração desenfreada.
Assim como a maioria da população mundial é vista pela burguesia como mão de obra barata a ser explorada visando o maior ganho possível posteriormente, a natureza, o ecossistema, é visto como fornecedor de matéria prima, a mais barata e abundante, não importando seus impactos ambientais, visando o lucro capitalista. Se o tempo de reprodução e recuperação do ecossistema é mais lento e não responde aos ditames e necessidades da reprodução ampliada do capitalismo, se para lucrar cada vez mais e mais rápido é necessário desmatar florestas, poluir o ar e os rios, extinguir espécies inteiras: abaixo a natureza e viva o lucro desenfreado!
A única via para que possamos impedir essa degradação do meio ambiente é construindo uma sociedade nova, em que a finalidade da produção seja a qualidade de vida e o bem estar da maioria da população, dos trabalhadores e dos oprimidos em geral. Em que a produção do conjunto da sociedade e sua relação com o ecossistema seja pensada e planejada de forma democrática, a partir dos organismos dos próprios trabalhadores associados visando o bem estarem de nossa geração e das gerações futuras e não só as necessidades imediatas e mesquinhas de uns poucos burgueses.
A produção agrícola deve buscar a alimentação da maioria da população e não a especulação e o lucro dos latifundiários. Para tal, o agronegócio deve ser expropriado e gerido por comitês de operários agrícolas. E uma reforma agrária deve ser feita para que todos os sem-terra e os camponeses pobres possam cultivar se assim o quiserem, com o estado garantindo crédito e insumos baratos, e comprando sua produção para abastecer as cidades. A criação de “cordões verdes” no entorno das grandes cidades, a partir da expropriação dos imóveis utilizados para a especulação, constitui um passo fundamental para aliviar o adensamento das favelas e permitir uma solução de fundo para o grave problema habitacional e de saneamento básico que atinge diretamente a natureza. O desenvolvimento científico no campo da agronomia, da pecuária etc., deve estar a serviço da sociedade de conjunto e não de uma pequena camarilha.
Aqueles que podem realmente construir essa alternativa não são os burgueses com discurso “socialmente responsável” ou eco capitalista”. São sim os trabalhadores através de sua organização e ação independente na luta de classes.
*Santiago Marimbondo – Esquerda Diário

http://www.esquerdadiario.com.br/Breves-consideracoes-sobre-socialismo-e-ecologia   

A DOENÇA DETECTADA E O REMÉDIO DA PF NÃO CURA A DOENÇA DE DUQUE DE CAXIAS, A OPOSIÇÃO TEM QUE BUSCAR A VACINA

 Além da Operação Anáfora: a oposição precisa de um projeto, não apenas de holofotes A Polícia Federal cumpriu seu papel ao escancarar, mais...